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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Ministério Público pede para que a GM de Ilhéus não parem os trabalhos.






MPT repreende suspensão de segurança
preventiva por guardas









Desde terça-feira (31) guardas
suspenderam segurança em Ilhéus.

MPT orienta que eles voltem ao trabalho para prover a segurança.





Do G1 BA





O Ministério Público do Trabalho (MPT)
divulgou nota orientando nesta sexta-feira (3) que os guardas municipais de
Ilhéus, cidade ao sul da Bahia, não suspendam as atividades de segurança nas
ruas, como tem ocorrido desde terça-feira (31), após anúncio de greve por parte
da Polícia Militar.





“Estamos realizando apenas segurança
patrimonial na área da prefeitura, do teatro municipal, por exemplo.
Suspendemos as operações Verão e Centro Histórico”, informa o chefe da divisão
de comunicação do comando, Juarez Nascimento. Ele acrescenta, ainda, que o
acordo da classe prevê que eles se apresentem às ruas quando acionados pela
Polícia Civil. Ilhéus possui 228 guardas, segundo estimativa do comando.





De acordo com o MPT, entidades de classe
entraram em contato alegando insegurança para manutenção das atividades, porém
o órgão entende que a função dos guardas é justamente prover segurança à
população
, principalmente em um período de carência.




Parte dos policiais militares de Ilhéus também se juntaram à greve que ocorre
desde terça-feira (31). Eles são filiados à Associação de Policiais e
Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), que lidera o
movimento. Nesta tarde, muitas lojas do comércio de Ilhéus funcionaram com os
portões parcialmente abertos devido à manutenção da sensação de insegurança
pela escassez do policiamento.




Roubos





Saques em lojas de eletrodomésticos nos
bairros da Liberdade, Caixa D'Água e Calçada foram registrados pela polícia em
Salvador na madrugada desta sexta-feira (3). A cidade recebeu 150 homens
da Força Nacional que ajudarão na patrulha das ruas e outros 500 são
aguardados nos próximos dois dias. A solicitação foi feita pelo governo do
estado após parte dos policiais militares decretarem greve na terça-feira (31).





"A situação é sensível e nós já
contamos com o reforço das forças especiais e temos todo o apoio do governo do
estado. Não vamos optar pelo radicalismo. Vamos dialogar com quem quer
dialogar", disse o secretário de Segurança Pública Maurício Barbosa sobre
ações atribuídas a PMs sindicalistas ao longo da semana, como o bloqueio
do trânsito da Avenida Paralela, uma das mais importantes de Salvador.





Uma reunião na tarde desta sexta-feira
entre o secretário de Segurança e representantes do Exército deve definir a
atuação das Forças Armadas nas ruas da capital baiana. "Não queremos usar
a força. Só faremos se for realmente preciso", afirma o secretário. Pela
manhã, Barbosa se reuniu com representantes dos policiais militares.


Greve irregular





A paralisação de parte dos
policiais foi considerada irregular, de acordo com uma liminar expedida na
manhã de quinta-feira pelo juiz Ruy Eduardo Brito, da 6ª Vara da Fazenda
Pública.





O juiz determinou a imediata retomada
das atividades pelos policiais vinculados à Associação de Policiais e Bombeiros
do Estado da Bahia (Aspra), que decretaram greve. A multa estipulada para os
policiais parados que não assumirem seus postos de trabalho é de R$ 80 mil.







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