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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Associação dos Guardas Municipais de Cachoeirinha em visita ao Secretário Municipal para Assuntos de Segurança Pública de Gravataí.







Guardas Municipais de Esteio se sentem inseguros.











Esteio:
Guarda Municipal será morto sem chance de se defender!





A
insegurança de quem transmite “sensação de segurança” à população





Esse artigo não se refere a uma ameaça,
tampouco é uma previsão descabida, sem fundamentos. Refere-se apenas a uma
projeção lógica de um fato que tende a ocorrer nos próximos anos, meses ou,
quem sabe, dias, se o panorama de atuação da Guarda Municipal se mantiver
incipiente em relação à proteção de seus agentes. Hoje, a Guarda Municipal é
importante ferramenta das políticas municipais na área de Segurança Pública e
tal importância é consagrada com a menção que nossa Constituição faz a essa
corporação como protetora dos bens, serviços e instalações municipais e,
também, com a possibilidade que a Guarda Municipal tem de uso de arma de fogo,
legitimada pela lei 10.826/2003. Muitos poderiam dizer que a possibilidade de
uso de arma de fogo se relaciona a um ato discricionário da Prefeitura
Municipal, que não é obrigada por força de lei a armar seus guardas. E isso é
verdade. Mas é verdade pelo simples fato de que a autonomia municipal seria
atingida se uma lei federal impusesse a obrigatoriedade dos municípios armarem
seus guardas, já que este assunto é de interesse local e cabe ao Município
definir seus interesses nesse âmbito. No entanto, é absolutamente incompatível
com a ideia que se tem hoje de uniformização dos procedimentos operacionais de
Guardas Municipais no Rio Grande do Sul, o fato de que Guardas Municipais de
uma cidade utilizam-se de equipamentos letais, não-letais ou menos letais e
agentes de um outro município, contíguo, possuem equipamentos de potencial
ofensivo - ou defensivo – muito menor. Devemos levar em consideração que
vivemos na era da informação ultra-rápida, na qual a mídia leva as pessoas a
crerem em verdades absolutas que por vezes não existem. Quando uma Guarda
Municipal paulista ou carioca é tema dos noticiários por um ato de bravura,
aquele fato não é visto como um fato isolado da corporação daquela localidade,
e sim, como a generalização do que é realizado pela Guarda Municipal em todos
os cantos do país. Se um bandido em fuga atravessa uma região metropolitana,
poderá se deparar com uma viatura da Guarda, alvejá-la, e escapar absolutamente
ileso, pois apesar da caracterização dos agentes ser assemelhada à de uma
polícia ostensiva, há algumas cidades em que a aparelhagem da Guarda Municipal
em nada se parece com a de uma instituição capaz de levar segurança a alguém(
não raro, não consegue trazer segurança nem a si mesma).





Estamos falando de vidas que podem ser
tiradas a qualquer momento, caso a situação de absoluta vulnerabilidade da
Guarda Municipal se mantenha.





A Guarda Municipal não quer usar-se de
arma de fogo para realizar o trabalho dedicado à Polícia Militar, à Polícia
Civil, efetuar abordagens sem fundamentação, efetuar disparos sem que esteja em
legítima defesa ou de outrem, mas sim, para ter a condição de defesa ao se
deparar com um meliante que adentra seu espaço com o simples propósito de
tirar-lhe a vida para poder surrupiar algum objeto de valor, como infelizmente
já ocorreu e, por sorte, a vida do agente público se manteve preservada. Em
seis anos de existência, mesmo sendo uma corporação de natureza absolutamente
preventiva, a Guarda Municipal de Esteio já passou por inúmeras situações de
inferioridade frente a bandidos armados com revólveres: em algumas conseguiu
efetuar a captura dos meliantes pelo fator surpresa, já que não havia como
evadir do local frente às súplicas dos populares; já em outras, houve a
necessidade de evitar o confronto e a fuga foi possível graças à rapidez dos
agentes em identificar o grau de perigo da ocorrência. Mas também já passou por
situações de confronto desleal, em que o indivíduo infrator, não temendo
qualquer resistência do guarda, invadiu o local guarnecido e ainda efetuou
disparos contra o agente, que por pouco, não faleceu no local de serviço.
Recapitulando o poder de influência da mídia, podemos lembrar que há algum
tempo foi lançado nesta mesma cidade de Esteio - e amplamente divulgado nos
meios de comunicação - um projeto considerado piloto, de tecnologia avançada no
atendimento de ocorrências da Guarda Municipal, que passados dois anos, ainda
está em fase de testes, apesar de esse fato não ter sido explicitado claramente
nas reportagens apresentadas a jornais, televisão (vídeos relacionados ao
assunto encontram-se disponíveis na internet, inclusive). Mas aí ficam as
seguintes questões: Como atender a determinadas ocorrências se o agente não
possui segurança nem para si próprio? Como garantir que ao adentrar uma praça,
uma Secretaria Municipal ou o Cemitério Municipal o agente não se deparará com
a supremacia de força de uma arma de fogo ou mesmo de uma arma branca? Então,
na maioria das vezes, estaríamos enviando os guardas para situações
desfavoráveis, sem que tenham chance de se defender? Então, o serviço que a
Prefeitura se propôs a oferecer ao constituir uma Guarda Municipal não é
eficaz? Então por que não oferecer subsídios (armas letais, não-letais,
comunicação eficaz, treinamento constante, etc.) aos agentes para que o serviço
prestado realmente atinja sua finalidade? Incrível que foi realizado convênio
com a Polícia Federal – há mais de ano - para que os agentes da Guarda
Municipal pudessem ser capacitados para o uso de arma de fogo, mas por razões
até então obscuras não foi criada Corregedoria e os resultados de exames
psicotécnicos realizados não foram divulgados, o que travou ainda mais o
andamento do processo, configurando até certo descaso com a aplicação do
dinheiro público, já que passando mais algum tempo os testes perderão a
validade e deverão ser refeitos. O fato é que vidas estão em jogo e se quer
apenas a profissionalização do serviço realizado pela guarda. Se há
determinados serviços que não demandarão uso de arma de fogo, então que sejam
definidos em regulamento. Se o que se quer é uma Guarda Comunitária, então que
treinemos os agentes para obedecer esta filosofia, mas lembremos que o crime
está em todo lugar, que o Guarda Municipal é um agente de segurança e que anda
uniformizado e em veículos caracterizados tal qual a Polícia ostensiva, gerando
a tão esperada sensação de segurança.





Mas o povo não quer sensação de
segurança, ele quer segurança de fato, pois já cansou de esperar um serviço
público de “faz de conta”, ainda mais usando seres humanos trajados de agentes
de segurança, que guarnecem postos de serviço e arriscam sua pele sem os
equipamentos de proteção indispensáveis. Ao passo que o Poder Público não toma
partido para solucionar essas questões e a Guarda Municipal continua em
situação vulnerável frente aos obstáculos impostos pela criminalidade temo que,
em breve, o título deste artigo esteja estampado nos jornais de grande
circulação, retratando mais um fato consumado que trará pesar e indignação e
gerando mais verdades absolutas nos leitores, ouvintes, telespectadores, talvez
infundadas, talvez não – o serviço público é moroso; os interesses políticos
sobressaem aos fatores técnicos; etc. “É livre a manifestação do pensamento,
sendo vedado o anonimato.” Constituição Federal/1988 Art.5° Inciso IV Guarda
Municipal de Esteio, 28/02/2012 – Aniversário da cidade de Esteio Assista ao Vídeo!!!





http://www.youtube.com/watch?v=K3nZt39LJms Cade o sistema, cade os
equipamentos???????










Você é um POLICIAL SÓLIDO ou um POLICIAL LÍQUIDO?






Numa organização policial é possível visualizar claramente essas mesmas distinções, vejam:




POLICIAL SÓLIDO é aquele que tem dificuldade de se adaptar às mudanças da sociedade. Ele vive de saudosismo, dizendo que “tempo bom” era aquele que “polícia era polícia”; que paisano tinha medo da farda; que o destino de todo bandido era a vala.




POLICIAL LÍQUIDO vive a realidade, entende que estamos em um Estado Democrático de Direito; que a polícia não precisa ser temida, mas sim respeitada; que o infrator deve ser preso e submetido a um julgamento justo e não outra vítima da violência.





POLICIAL SÓLIDO adora reclamar indiscriminadamente da instituição; dizer que não recebe treinamento suficiente; que não foi preparado para a missão que recebeu; que seu salário é uma merda e por isso ele precisa fazer “bico”.




POLICIAL LÍQUIDO compreende que as críticas são importantes para o crescimento da instituição, desde que construtivas e fundamentadas. Ele sabe que é preciso buscar conhecimento fora da instituição para ampliar seu horizonte profissional. Procura levar uma vida compatível com seu soldo e busca os meios legais para aumentar seu poder aquisitivo.





POLICIAL SÓLIDO acredita que está acima da lei; que é superior ao paisano; que pode dirigir sem CNH, sem quitar os documentos do carro; que não precisa pagar seu próprio lanche; que não pode sofrer sanções quando erra.




POLICIAL LÍQUIDO reconhece que é parte integrante da sociedade, que deve cumprir a lei como qualquer cidadão, que deve viver num ambiente de iguais direitos e deveres para todos.





POLICIAL SÓLIDO despreza o subordinado e exalta o superior hierárquico.



POLICIAL LÍQUIDO trata ambos com respeito e camaradagem.





Agora, faça uma experiência mental. Imagine que você disponha de uma garrafa pet (SOCIEDADE), um copo com água (POLICIAL LÍQUIDO) e um cubo de gelo (POLICIAL SÓLIDO).




Pense na facilidade que é colocar a água dentro da garrafa. Agora imagine como você faria para colocar o cubo de gelo dentro desse mesmo objeto.





Percebe-se que o liquido de amolda facilmente ao formato da garrafa, mantendo sua quantidade e consistência. Contrariamente, se você conseguir colocar o sólido dentro garrafa, por certo irá deformá-la ou o gelo irá se quebrar em vários pedaços.





A LIQUIDEZ é típica daquele policial que interage com a sociedade sem sofrer danos pessoais (processos criminais, administrativos e perda da própria identidade) em decorrência dessa convivência. O POLICIAL LÍQUIDO adere à comunidade, tal qual a água se amolda à garrafa.





Por outro lado, A SOLIDEZ é característica do policial que tem dificuldade de inserir-se na sociedade, pois se considera “melhor” ou “mais importante” que os demais cidadãos. Esse policial, como o gelo na garrafa pet, não consegue integrar uma comunidade sem corromper a si próprio ou macular a sociedade na qual vive.





As ideias alinhavadas nesta resenha foram influenciadas pela obra do filósofo Zygmunt Bauman, denominada MODERNIDADE LÍQUIDA, na qual o autor traça um paralelo sobre a sociedade medieval e sociedade moderna. Ele assevera que SOLIDEZ é típico de uma sociedade atrasada e LIQUIDEZ é a exigência da sociedade desenvolvida e livre das crendices do passado.





Então amigo. Você é um POLICIAL SÓLIDO ou um POLICIAL LÍQUIDO?





Enviado pelo nosso irmão GCM Claudio Henrique Silva






Autor do Crime que chocou Cachoeirinha foi morto na cadeia.












Crime choca Cachoeirinha.









Criança também morreu no crime que chocou moradores da rua Itaqui no Parque da Matriz

Roque Lopes | ClicTribuna






O metalúrgico Evandro Magnum Fernandes, 26 anos, matou a facadas sua esposa grávida de oito meses na manhã desta quinta-feira no Parque da Matriz. A comerciária Tamires Paula Selau, 24 anos, daria à luz na semana que vem e tudo estava preparado para a chegada de Laura, que também morreu. O crime abalou a rua Itaqui. O casal, junto há pouco mais de 10 anos, não apresentava nenhum sinal de que a relação não ia bem. Segundo testemunhas, uma discussão teria iniciado pouco antes das 8 horas.






Tamires se trancou no banheiro e telefonou para a prima, Vanessa Silva, 31 anos, que mora a poucos metros. “Ela pediu socorro e disse que ele queria matar ela”, conta. Vanessa e outro amigo do casal, Glênio Prestes de Jesus, 40 anos, não chegaram a tempo. Evandro já havia arrombado o banheiro e arrastado Tamires para ser morta na cozinha. O casal morava no número 458 e a única entrada no conjunto de casas geminadas era o portão automático da garagem. “Eu ouvi os gritos dela pedindo socorro. A gente conseguiu arrombar o portão, mas quando chegamos na cozinha já era tarde. Ela já não dava sinais de vida e ele continuava dando facada, descontrolado, gritando que ela queria matar ele”, relata Glênio.





O casal tinha uma vida boa e um filho de cinco anos, que está na praia com os avós. No ano passado, Evandro e Tamires realizaram o sonho da casa própria. Na semana passada, eles retornaram de Florianópolis, onde tiraram uns dias de férias. Tamires já estava em licença maternidade e Evandro aproveitava os últimos dias de férias. Segundo Glênio, ele estava com depressão e chegou a ir no psicólogo do convênio da empresa onde trabalha. “Ele foi ontem. Ele estava achando que iria ser demitido e estava muito deprimido”, conta.



Segundo Glênio, que freqüentava a casa do casal com a família em churrascos aos finais de semana, Evandro e Tamires não tinham brigas freqüentes. “Ele foi o primeiro homem dela. Se davam bem. Eu não sei o que pode ter acontecido. Deve ser a depressão”, arrisca. Tamires foi levada ao hospital Padre Jeremias pelo Samu para uma tentativa de salvar Laura, já que a mãe não apresentava sinais vitais. A criança, segundo informações de familiares, teve uma parada cardíaca e os médicos não conseguiram reavivá-la. Tamires levou mais de 20 facadas na região do peito e não há informações se alguma também teria atingido a criança. Peritos da Polícia fizeram o levantamento na casa do casal. Evandro não fugiu do local do crime. Esperou na cozinha, onde matou a esposa, a chegada da Brigada Militar. Ele foi preso em flagrante e apresentado na Delegacia de Pronto- Atendimento, em Gravataí, de onde saiu para o Presídio Central.









Dos 496 Municípios do RS, Cachoeirinha esta na 206º posição em violência juvenil.











VIOLÊNCIA
NO RS





Bento Gonçalves, cidade mais segura para
os jovens. Rio Grande a mais violenta





Fonte: Zero Hora





RANKING DA VIOLÊNCIA. Jovens têm mais
segurança em Bento



Um estudo feito pela Fundação Seade a pedido do Ministério da Justiça e do
Fórum Brasileiro de Segurança Pública em 266 municípios brasileiro com mais de
100 mil habitantes mostra que os jovens de Bento Gonçalves estão menos expostos
à violência entre as 18 cidades gaúchas que constam no levantamento. 




O estudo diagnosticou a exposição de jovens de 12 a 29 anos à violência por
meio do Índice de Vulnerabilidade Juvenil (IVJ). Para calcular o IJV, o Seade
leva em conta homicídios, acidentes no trânsito, frequência na escola e no
emprego e desigualdade. 




Em 261º no ranking dos lugares mais violentos, a cidade da Serra apresenta o
melhor índice do Estado. Na ponta oposta, Rio Grande é a cidade gaúcha com o
maior índice de violência entre os jovens. Na comparação com os municípios
brasileiros com mais de 100 mil habitantes, no entanto, está em uma posição
intermediária: 132º lugar. 




Entre as capitais, os jovens de Porto Alegre (161º no ranking geral) só estão
mais expostos à violência do que os de São Paulo, Brasília e Goiânia. As duas
maiores cidades do país, São Paulo e Rio de Janeiro, não são, ao contrário do
que supõe o senso comum, os lugares mais violentos para os jovens. No ranking,
São Paulo ficou em 192º lugar e, o Rio, na 64º posição. O ranking das 10 piores
cidades denota o que os dados gerais do estudo mostram: que embora espalhada
por todo o país, a exposição do jovem à violência é maior no Norte e Nordeste.
Renato Sérgio de Lima, secretário-geral do Fórum Brasileiro de Segurança
Pública, explicou que isso ocorre porque o índice de vulnerabilidade considera
dados socioeconômicos como número de homicídios, escolaridade e acesso ao
mercado de trabalho.



– Violência não é só crime, mas também uma série de outros fenômenos, como
falta de escola, pobreza, desigualdade, acidente de trânsito. Isso compõe o
cenário em que esses jovens vivem – afirmou. 




Os melhores e piores 




10 melhores capitais Posição
no ranking:





São Paulo (SP) 192;


Brasília (DF) 172;


Goiânia (GO) 163;


Porto Alegre (RS) 161;


Florianópolis (SC) 157;


Natal (RN) 152;


Campo Grande (MS) 148;


Palmas (TO) 120;


Curitiba (PR) 111;


Vitória (ES) 107. 




A posição de 18 cidades gaúchas com maior índice de violência juvenil:





162º Rio Grande;


140º Novo Hamburgo;


144º São Leopoldo;


159º Alvorada;


161º Porto Alegre;


166º Santa Cruz do Sul;


170º Passo Fundo;


182º Uruguaiana;


193º Caxias do Sul;


196º Canoas;


197º Viamão;


206º Cachoeirinha;


216º Bagé;


217º Sapucaia do Sul;


228º Pelotas;


233º Santa Maria;


249º Gravataí;


261º Bento Gonçalves.




10 piores capitais Posição no ranking:





Maceió (AL) 13;


Porto Velho (RO) 19;


Recife (PE) 22;


Belém (PA) 34;


Macapá (AP) 40;


Teresina (PI) 43;


Manaus (AM) 59;


Rio de Janeiro (RJ) 64;


Cuiabá (MT) 66;


São Luís (MA) 67. 










segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Você sabe o que é a Polícia de Proximidade?











Você
sabe o que é a Polícia de Proximidade?





Polícia de proximidade.


Por Marcos Rolim




O recurso mais importante para qualquer polícia do mundo é a informação. Uma
polícia sem informações não sabe o que fazer e age como se estivesse em um
túnel escuro. A mais ampla e importante fonte de informação para o trabalho
policial é o povo. Mas a população só informa a polícia se confiar nela. Por
isso, aumentar a confiança nas polícias é um desafio central, especialmente
quando a imagem das instituições for ruim e estiver associada à ineficiência, à
corrupção e à violência. O atendimento prestado à cidadania, a educação dos
policiais e os êxitos alcançados pelas polícias ajudam muito, mas confiança
exige proximidade dos policiais com as pessoas.



Nosso modelo de polícia está fundado em uma concepção reativa na qual os
policiais patrulham aleatoriamente as cidades, dentro de viaturas, atendendo
aos chamados de emergência do sistema 190. Os residentes não conhecem os
policiais, que, por sua vez, tampouco conhecem os moradores. Na ausência de
vínculos, o que temos é uma “polícia estranha” às comunidades e que aparece,
como regra, apenas depois que um crime já foi cometido. A ideia de fixar
policiais em pequenos distritos, para o patrulhamento fora de viaturas,
normalmente a pé, em contato direto com as pessoas, é o começo de uma mudança
essencial em direção ao modelo de polícia comunitária. Nos países de democracia
consolidada, esta tem sido uma das mais fortes tendências no policiamento nos
últimos 30 anos.



Com o policiamento de proximidade, os profissionais de segurança passam a
conhecer os residentes por seus nomes, passam a entender as dinâmicas sociais
da região, têm mais condições de auxiliar as pessoas em variados momentos de
dificuldade (não apenas em ocorrências criminais) e podem construir laços de
confiança que lhes permitirão receber as informações de que precisam. As
Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Rio de Janeiro têm obtido êxitos
porque realizam esta dinâmica. Quem tomar este exemplo como suficiente,
entretanto, poderá se frustrar.




A cidade do RJ possui 1,5 mil favelas. Há UPPs em 12 delas. Se o governo
conseguir instalar uma nova UPP por mês, em cem anos a cidade não estará
coberta. Será preciso, então, reduzir rapidamente as áreas de exclusão social e
promover cidadania. Mas o problema maior nem é esse. O problema é que nada nos garante
que os policiais recrutados para as UPPs não estarão em breve associados ao
crime. 




Para evitar este resultado, será preciso – além de salários dignos e exigências
maiores de recrutamento e formação – a reforma do modelo de polícia,
introduzindo o ciclo completo de policiamento e a divisão de responsabilidades
entre as polícias por tipos criminais, assegurando uma única porta de entrada
em cada polícia e, por decorrência, a possibilidade de uma verdadeira carreira
policial etc., o que exige a alteração do art. 144 da Constituição Federal e
disposição para mexer em um vespeiro de interesses corporativos e de disputas
de poder.




Bem, podemos não fazer isso, por conveniência política ou falta de
discernimento. Nesta hipótese, o pesadelo das milícias e da degradação completa
da atividade policial surgirá cada vez mais forte no horizonte.



Fonte: Instituto
de Criminologia e Alteridade




domingo, 26 de fevereiro de 2012

Lá o bicho pega, Guarda Municipal de Curitiba prende homicida logo após o crime.








No início da madrugada deste domingo(26), um adolescente de 16 anos, identificado como Luis Gustavo, foi esfaqueado e morto. O crime aconteceu na rua Desembargador Ermelino de Leão, Bairro São Francisco, próximo ao Largo da Ordem, por um grupo, que supostamente eram "Skin Heads".





O corpo de Luis Gustavo caiu sem vida na calçada após ser golpeado com várias facadas.





Aproximadamente duas horas depois do homicídio, a Guarda Municipal, conseguiu chegar ao autor do homicídio e outras três pessoas envolvidas no crime, estando um ainda fugitivo.





Segundo o Guarda Municipal Dori Edson, "após o crime e com as informações de testemunha, as viaturas saíram à procura dos acusados e encontraram o indivíduo identificado como Maicon, que é estudante de Direito, levando sua namorada para casa".





O Delegado Rubens Recalcatti da Delegacia de Homicídios esteve no local, parabenizou as equipes pela rápido resposta dada à sociedade, dando início às investigações.




Fonte: http://supervisoraparecido.blogspot.com/



Novo caveirão será adquirido da África do Sul.












quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Crime choca Cachoeirinha.






Criança também morreu no crime que chocou moradores da rua Itaqui no Parque da Matriz


Roque Lopes | ClicTribuna






O metalúrgico Evandro Magnum Fernandes, 26 anos, matou a facadas sua esposa grávida de oito meses na manhã desta quinta-feira no Parque da Matriz. A comerciária Tamires Paula Selau, 24 anos, daria à luz na semana que vem e tudo estava preparado para a chegada de Laura, que também morreu. O crime abalou a rua Itaqui. O casal, junto há pouco mais de 10 anos, não apresentava nenhum sinal de que a relação não ia bem. Segundo testemunhas, uma discussão teria iniciado pouco antes das 8 horas.







Tamires se trancou no banheiro e telefonou para a prima, Vanessa Silva, 31 anos, que mora a poucos metros. “Ela pediu socorro e disse que ele queria matar ela”, conta. Vanessa e outro amigo do casal, Glênio Prestes de Jesus, 40 anos, não chegaram a tempo. Evandro já havia arrombado o banheiro e arrastado Tamires para ser morta na cozinha. O casal morava no número 458 e a única entrada no conjunto de casas geminadas era o portão automático da garagem. “Eu ouvi os gritos dela pedindo socorro. A gente conseguiu arrombar o portão, mas quando chegamos na cozinha já era tarde. Ela já não dava sinais de vida e ele continuava dando facada, descontrolado, gritando que ela queria matar ele”, relata Glênio.





O casal tinha uma vida boa e um filho de cinco anos, que está na praia com os avós. No ano passado, Evandro e Tamires realizaram o sonho da casa própria. Na semana passada, eles retornaram de Florianópolis, onde tiraram uns dias de férias. Tamires já estava em licença maternidade e Evandro aproveitava os últimos dias de férias. Segundo Glênio, ele estava com depressão e chegou a ir no psicólogo do convênio da empresa onde trabalha. “Ele foi ontem. Ele estava achando que iria ser demitido e estava muito deprimido”, conta.




Segundo Glênio, que freqüentava a casa do casal com a família em churrascos aos finais de semana, Evandro e Tamires não tinham brigas freqüentes. “Ele foi o primeiro homem dela. Se davam bem. Eu não sei o que pode ter acontecido. Deve ser a depressão”, arrisca. Tamires foi levada ao hospital Padre Jeremias pelo Samu para uma tentativa de salvar Laura, já que a mãe não apresentava sinais vitais. A criança, segundo informações de familiares, teve uma parada cardíaca e os médicos não conseguiram reavivá-la. Tamires levou mais de 20 facadas na região do peito e não há informações se alguma também teria atingido a criança. Peritos da Polícia fizeram o levantamento na casa do casal. Evandro não fugiu do local do crime. Esperou na cozinha, onde matou a esposa, a chegada da Brigada Militar. Ele foi preso em flagrante e apresentado na Delegacia de Pronto- Atendimento, em Gravataí, de onde saiu para o Presídio Central.




Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 13.022, DE 8 ...