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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Brasil é o país onde mais se mata no mundo









Relatório da ONU mostra que o Brasil é o
país onde mais se mata no mundo





O relatório é baseado em números
oficiais de cada país. No Brasil, o estado mais violento é Alagoas, com mais de
60 mortes por 100 mil habitantes.





É a primeira vez que a ONU faz um estudo
sobre homicídio em todo o mundo. O relatório é baseado em números oficiais de
cada país. No Brasil, os números são do Ministério da Justiça.





Em números absolutos, somos os campeões
mundiais de homicídios. Foram 43.909 em 2009, mais do que na China, na Índia e
nos Estados Unidos, países com populações maiores. No rankig de homicídios a
cada cem mil habitantes, o Brasil aparece em 24º lugar.





O relatório mostra um mapa dos
homicídios no Brasil. O estado mais violento é Alagoas, o único com mais de 60
mortes por 100 mil habitantes.





A ONU aponta São Paulo como exemplo do efeito
de esforços concentrados na prevenção e na repressão desse tipo de crime. As
leis e as campanhas de desarmamento tiveram bom resultado e um terço das armas
recolhidas saiu das ruas paulistas.





Contribuíram também a redução do
desemprego e o aumento da idade média da população. No mundo inteiro, os jovens
são os que mais matam e morrem.





A maior atuação das prefeituras na
segurança pública foi fundamental. "A prefeitura que sabe o que está
acontecendo, a prefeitura que conhece as áreas de riscos, ela investe nisso.
Criaram programas sociais para prevenção de homicídio, programas de iluminação
em áreas perigosas", diz Guaracy Mingardi, pesquisador direito FGV.





Tudo isso aconteceu ao mesmo tempo em
São Paulo. No bairro do Jardim Ângela, por exemplo, ainda houve um outro fator
importante: a mobilização social ajudou a mudar realidade de um bairro que há
dez anos era um dos mais violentos da cidade. A dona de casa Maria de Lourdes
dos Santos mora no bairro há 40 anos e confirma. “Hoje está muito melhor, hoje
é outra coisa”.





O governador de São Paulo, Geraldo
Alckmi, comentou a redução dos homicídios no estado. "Polícia na rua,
polícia comunitária perto da população, trabalho social envolvendo organizações
não-governamentais, sociedade civil, desarmamento e investigação trazem
resultados".





No entanto, o comerciante, José Lopes da
Silva, ainda não se sente seguro. “Frequento de ponta a ponta a periferia de
São Paulo jogando bola com meus filhos, meus netos e mesmo assim não é
seguro", afirma.





O professor concorda. “Tem que diminuir
muito os crimes contra o patrimônio: o roubo, o furto, porque nós ainda estamos
começando a caminhada para isso aí”, avalia Mingardi .







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