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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Eleitor revoltado com Vereadores.







Eleitor revoltado ataca Câmara de
Vereadores






Antônio Gilmar Maia Gusmão, de 55 anos,
jogou cinco pedras que quebraram os vidros da porta de acesso do legislativo





 Do Hoje em
Dia - 19/09/2011


camara 


GIRLENO ALENCAR





Perito constatou que cinco pedras foram
atiradas, quebrando dois módulos da porta de entrada.





MONTES CLAROS - A Câmara Municipal de
Montes Claros sofreu o segundo atentado nos últimos nove anos: domingo (18) às
11h45, o poeta Antônio Gilmar Maia Gusmão, de 55 anos, jogou cinco pedras que
quebraram os vidros da porta de acesso do legislativo. Ele disse que foi um
protesto contra o aumento do número de vereadores. É que a Câmara aprovou
projeto elevando de 15 para 23 o número de cadeiras na Casa. 




A família do autor do atentado alegou que Gilmar tem problemas mentais.




Em 2002, o prédio da Câmara foi invadido por dois rapazes que entraram nos
gabinetes dos então vereadores Aldair Brito (PT) e Fátima Pereira (PTB) e
evacuaram sobre mesas e documentos. Na época, a suspeita era de um ato
político, já que os dois vereadores faziam forte oposição ao prefeito Jairo
Ataíde. Porém, a gerente da Câmara Municipal, Solange Rosa, disse que dois
rapazes não eram militantes políticos, mas viciados em drogas.




O vigia Ezequiel Junior Souza, que estava trabalhando na Prefeitura de Montes
Claros, cujo prédio é contíguo ao da Câmara Municipal, explica que às 11h45
ouviu um barulho muito forte e saiu correndo, quando encontrou-se com Antônio
Gilmar que explicou ter quebrado os vidros da Câmara por ser contra o aumento
do número de vereadores. Ele acionou a Polícia Militar, que mandou uma equipe
ao local.




Rebelde queria atear fogo no prédio




Quando os militares estavam lavrando a ocorrência, Antônio Gilmar chegou ao
local, com gravetos nas mãos, alegando que colocaria fogo no prédio. Os
policiais o detiveram, colheram sua identidade e o mandaram embora, já que
apresentava perturbação mental.




O presidente da Câmara, Valcir Soares Silva (PTB), chegou ao local às 14 horas,
depois de avisado pela imprensa e ficou surpreso com o atentado, pois entende
que a Polícia deveria ter levado o acusado até a Delegacia de Polícia, onde
seria analisado se Antônio Gilmar tem realmente problemas psiquiátricos, como
alegam seus parentes. O perito Randulfo Diniz esteve no local e constatou que
foram arremessadas cinco pedras contra o vidro, quebrando dois módulos da
vidraça.




Antônio Gilmar afirma que a decisão de atacar o prédio da Câmara foi um ato
isolado, sem ninguém para apoiá-lo. Ele mora a 100 metros do prédio da Câmara e
quando passou em frente ao prédio pegou algumas pedras e arremessou contra a
vidraça. Uma câmera de segurança da Polícia Militar, que fica na esquina do
prédio da Câmara, filmou tudo.




Na concepção de Antônio Gilmar, Montes Claros não precisa de tantos vereadores,
pois "15 já é demais e 23 ainda mais." Ele disse que os vereadores
deixam de cumprir suas obrigações, de fiscalizar o dinheiro público e, por
isto, decidiu fazer o ataque. Ele nega que tenha vínculo partidário e afirma
que a última vez que ficou internado foi em 1990 e que nunca mais teve
problemas. Brincou que agora está em "prisão domiciliar", pois sua família
o impediu de sair de casa.




Fonte: Hoje em
Dia




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