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sábado, 17 de setembro de 2011

A INSEGURANÇA EM CACHOEIRINHA REVOLTA COMERCIANTES.




Insegurança: empresários fazem protesto em audiência






Com faixa, cartazes e nariz de palhaço, empresários cobram mais policiamento nas ruas.


Com faixa, cartazes e nariz de palhaço, empresários cobram mais policiamento nas ruas


Roque Lopes | ClicTribuna






Empresários protestaram durante a audiência pública de Segurança nesta sexta-feira à noite na Câmara de Vereadores. Sobrou até para o prefeito Vicente Pires e o secretário de Segurança, Airton Spíndola, teve que ter paciência para explicar que a responsabilidade pela falta de servidores na Brigada Militar e Polícia Civil é do governo do Estado. A audiência durou quase duas horas e meia e quando se aproximava para o final, cerca de 15 empresários, irritados com as explicações e falta de soluções objetivas, se retiraram aos gritos.






O presidente da Comissão de Segurança do Legislativo, Marco Barbosa (PSB), explicou mas pouco adiantou. A audiência é um instrumento para registrar e formalizar junto ao Estado a insatisfação da comunidade empresarial vítima de uma onda de assaltos e arrombamentos nos últimos meses. “Com base nisso temos mais força para fazermos cobranças”, disse. O Governo do Estado não enviou um representante da secretaria estadual de Segurança para encontro. Estiveram presentes somente representantes da Brigada Militar e das duas delegacias de polícia, que não têm poder de decisão para mudar o quadro atual.






O governo do Estado foi duramente criticado por Barbosa e Spíndola. Ambos argumentaram que a Prefeitura faz a sua parte destinando, até mesmo, recursos financeiros para auxiliar no trabalho da Brigada Militar e Polícia Civil. A audiência terminou e todos foram embora insatisfeitos. O chefe do Estado Maior do Comando Regional da Brigada Militar, tenente-coronel Florivaldo Pereira Damasceno, revelou que há uma previsão de serem formados no ano que vem mais 1,4 mil brigadianos. “Vamos fazer o possível para trazer mais uma turma para Cachoeirinha”, salientou.






O 26º Batalhão de Polícia Militar de Cachoeirinha tem uma previsão de 202 homens. Hoje, o efetivo é de apenas 53%. Da última turma de 40 brigadianos formada na cidade, seis já se transferiram. Considerando as transferências de outros mais antigos e ainda aposentadorias, a cidade perdeu desde a última formatura, 36 policiais. Nas delegacias o quadro também é preocupante.  Uma delas está com o quadro abaixo da metade necessária e a outra tem apenas a metade. O quadro piorou quando o titular da 1ª DP, Cavalheiro Neto, foi transferido e levou consigo três servidores, incluindo o chefe de investigação. Seu substituto, Rafael Delvalhes, recém incorporado ao quadro da Polícia, se viu em meio a um fogo cruzado. E pela pressão já percebeu que vai ter que trabalhar muito.






O tenente-coronel Pereira tentou tranqüilizar os empresários mostrando alguns indicadores. Segundo ele, de janeiro a agosto deste ano foram presos na cidade 58 foragidos e procurados da Justiça contra 42 do mesmo período do ano passado. Já apreensões de arma subiram de 27 para 33. “Apesar dos poucos recursos, estamos trabalhando”, argumentou.






Delegado Rafael é cobrado






Dez comerciantes puderam se manifestar. Edite da Rosa foi a primeira e reclamou muito do fato de os brigadianos andarem apenas de moto e carro. “A gente não vê mais ninguém caminhando nas calçadas?”, questionou. Ela ainda alfinetou os parlamentares. “Onde estão os vereadores que na hora de pedir voto dizem que vão trabalhar pela segurança?” Na audiência, somente Barbosa era da comissão. Os demais não aparecerem. João Tardetti e Gelson Braga, ambos do PSB, que não fazem parte dela, estavam na audiência. Letícia Peres reclamou que quando precisou da 1ª DP “deu de cara na porta”. Já Danuza Henrichrelembrou o episódio no qual passou uma madrugada ajudando a Brigada a prender dois arrombadores.  “Fomos na 1ª delegacia e o servidor disse que não havia delegado. Eu quero pedir ao senhor (se dirigindo ao delegado Rafael, que já havia assumido o cargo no lugar de Cavalheiro) que se apresente para ele”, disse.





Rafael foi muito cobrado pelo fato de a delegacia fechar ao meio-dia e no início da noite, para a janta. Ele explicou que os servidores que cumprem esses horários tem direito legal a duas horas de intervalo. “Vou tentar encontrar uma forma de resolver esse problema ao meio-dia, de forma que alguém fique atendendo”, prometeu. Empresários também sugeriram que haja uma combinação entre as duas delegacias, de forma que os servidores façam seus intervalos em horários diferentes. Desta forma, uma das duas sempre estaria aberta.






Culpa é do Estado, diz Spíndola






O secretário de Segurança de Cachoeirinha, Airton Espíndola, teve que ouvir a sugestão de um empresário para que tire a câmera de vídeo -monitoramento do poste na esquina do antigo calçadão e aproveite a estrutura para fazer uma decoração natalina. A queixa é de que lojas da região são arrombadas a menos de 50 metros da câmera. A proprietária de uma loja reclamou que a câmera servem apenas para multar. Spíndola explicou que a Brigada Militar tem um espelhamento do sistema de videomonitoramento, mas pouco usa pela falta de servidores. Explicou ainda que as multas aplicadas são de responsabilidade da fiscalização de trânsito e não da Guarda Municipal. “São coisa distintas e somente a Guarda usa o sistema.” Questionado sobre os motivos pelos quais a guarda não é armada, Spíndola sustentou que se isso ocorrer o armamento será para defesa pessoal. “Não é função da guarda cuidar da segurança pública. Isso é função do Estado e nós não temos como agir”, sentenciou.







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