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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

679 vidas salvas pela Lei seca.


Lei seca salvou 679 vidas em 2009







Autor:  Luiz Flávio Gomes 


Diretor
geral dos cursos de Especialização TeleVirtuais da LFG. Doutor em Direito Penal
pela Faculdade de Direito da Universidade Complutense de Madri (2001). Mestre
em Direito Penal pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo USP
(1989). Professor de Direito Penal e Processo Penal em vários cursos de
Pós-Graduação no Brasil e no exterior, dentre eles da Facultad de Derecho de la
Universidad Austral, Buenos Aires, Argentina. Professor Honorário da Faculdade
de Direito da Universidad Católica de Santa Maria, Arequipa, Peru. Promotor de
Justiça em São Paulo (1980-1983). Juiz de Direito em São Paulo (1983-1998).
Advogado (1999-2001). Individual expert observer do X Congresso da ONU, em
Viena (2000). Membro e Consultor da Delegação brasileira no 10º Período de
Sessões da Comissão de Prevenção do Crime e Justiça Penal da ONU, em Viena
(2001).





Autora: Mariana Cury Bunduky


Advogada
e Pesquisadora do Instituto de Pesquisa e Cultura Luiz Flávio Gomes





De acordo com
o estudo realizado pelo IPC-LFG (Instituto de Pesquisa e Cultura Luiz Flávio
Gomes), a partir dos dados divulgados pelo Ministério da Saúde - Datasus, o
número de mortes no trânsito em 2009 foi de 37.594, enquanto que em
2008 o número era de 38.273 mortes.





No primeiro
ano após a vigência da lei seca, 679 vidas foram poupadas em todo o
País. Diminuição de apenas 1,8%. Essa diminuição se deve,
sobretudo, à fiscalização mais ou menos intensa logo após a vigência da lei.
Com o tempo o rigor foi sendo afrouxado. O índice de redução de morte seria
maior se a fiscalização não tivesse perdido sua empolgação.





Aprovada no
dia 19 de junho de 2008, a Lei nº 11.705, popularmente conhecida como Lei Seca,
trazia consigo a promessa de uma diminuição significativa do número de mortes
em acidentes de trânsito, que crescia 2,9%ao ano desde o ano de
2000 (houve aumento de 32% entre 2000 e 2008).





Mas falta no
nosso País uma política pública de segurança viária, que leve a sério a fórmula
EEFPP (Educação, Engenharia, Fiscalização, Primeiros socorros e Punição).
Nenhum desses pilares pode falhar.





Sem rigorosa
fiscalização e punição dos abusos não há como coibir e conscientizar a
população eficazmente sobre a incompatibilidade entre bebida alcoólica e
direção, que se apresenta como uma das fortes causas da tragédia brasileira no
trânsito. Sem educação e boa engenharia (das estradas, dos carros, das ruas),
não há como evitar o morticídio automobilístico.







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