Seja muito bem vindo ao blog

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Estatística Criminal divulgado pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

A Confiabilidade dos dados da Estatística Criminal Publicada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo








A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo divulgou no dia 31/01/11, com muito otimismo a estatística criminal, onde enfatiza a redução de alguns índices de criminalidade. O que esses números apresentados efetivamente indicam? Antes mesmo da resposta, existe outra questão mais elementar: esses números correspondem à realidade? 


Apesar do esforço da Secretaria de Segurança Pública, esses números não traduzem com exatidão a realidade, por isso, devemos olhar para eles com muitas reservas, não há motivos significativos para otimismo ou comemoração. Os indicadores de avaliação desses índices são baseados nas s fontes das polícias militar e civil, e as denúncias do povo. Ficam de fora dessa estatística os dados sobre violência e agravo por causas externas da saúde, da educação, dos conselhos tutelares, dos conselhos de idosos, e somando ainda as sub-notificações criminais (segundo pesquisa de vitimização mais de 50% das pessoas vítimas dos criminosos não registram o boletim de ocorrência) que são alarmantes do Estado; às violências domesticas na maioria das vezes ficam entre quatro paredes; e para engrossar o caldo de descrédito desses dados da SSP-SP, temos o lamentável desprezo pelo trabalho das Guardas Civis Municipais, que vêm prestando um excelente serviço à sociedade, têm contribuído de maneira significativa e decisiva para a prevenção de violências e crimes, além das ações rotineira de prisões e apreensões. As Guarda Municipais têm seus bancos de dados com informações dos atendimentos, que constitui um acervo de informação criminal de suma importância. Com tamanho desprezo por outros importantes bancos de dados, exatos, perguntamos o que representa de fato esses números apresentado pela Secretaria de Segurança Público do Estado de São Paulo, e qual sua finalidade. No próprio site, eles declaram e assumem que esses dados são poucos confiáveis: Os dados devem ser interpretados sempre com prudência, pois estão sujeitos a uma série de limites de validade e confiabilidade: eles são antes um retrato do processo social de notificação de crimes do que um retrato fiel do universo de crimes cometidos num determinado local.



A finalidade dessa manipulação e confusão de números e ocultação de dados implícitos é construir, de forma falaciosa, a sensação de segurança da população e esconder a realidade degradante que é a situação de crime e violência no Estado, que reflete a impotência dos métodos utilizados para prevenir, inibir e reprimir o crime e as violências. Releva também que a Secretaria de Segurança Pública é um grande PAQUIDERME, muito gordo, que consome muito, anda pouco e dar pouco resultado efetivo a população.



Para resolver de fato essa problemática de confiabilidade de dados e indicadores é preciso construir sistema único de processamento de dados a partir das coletas de todas as fontes (saúde, educação, os Conselhos, das Guardas Municipais entre outros) que são entradas de informações e ocorrências criminais e das violências a pessoa humana. Combinando com ações preventivas das polícias (militar, civil, Guarda Civil, polícia federal) para inibir ações dos criminosos e ações de enfrentamento ao tráfico de drogas, que é a mãe de muitos crimes. Somando ainda investimento em inteligência, priorizar e fortalecer as estratégias proativas em detrimento da tão superada, mas amplamente executada nas citadas instituições, estratégia reativa.


A confiabilidade dos dados é fundamental porque serve tanto para a sensação de segurança da população quanto para ajudar no planejamento de gestão estratégica para prevenção, inibição e enfrentamento do crime e da violência.


Enviada por: Oséias Francisco da Silva
Especialista em Segurança Pública
Subcomandante da Guarda Civil de São Bernardo do Campo


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Guarda Municipal, tem gente que gosta, e você?



Em entrevista à Rádio Mariana, Ex Prefeito Celso Cota soltou o verbo e condenou situação da Guarda Municipal





Editorial:




“A Rádio Mariana Fm dentro do que lhe confere suas atribuições, não pode ficar inerte ao clamor popular do Município que vem sistematicamente pressionando-a, a fim de ouvir explicações dos dirigentes, em especial, aqueles eleitos pelo povo sobre estado de coisas que vem acontecendo na administração pública.


Ocorre que tendo em vista esta constante alternância da chefia do executivo Municipal, a cidade fica totalmente sem equilíbrio social e econômica, uma vez que a cada Prefeito interino que toma posse, desmantela-se toda estrutura administrativa, extinguindo secretarias, assessorias e etc.


Passando a nomear somente apadrinhados e pessoas de interesses políticos, Mariana sofre, mas sofre com este embrólio que nunca acaba. Em Minas do Jequitinhonha, ao Sul de Minas do Triângulo ao Vale do Rio Doce, todas, mas todas mesmo resolveram seus problemas e Mariana não!!! Não se sabe por que ou por quem não resolve a questão, o certo é que virou brincadeira!!!


Para se ter uma idéia, o atual ocupante da cadeira do Executivo em 28 dias demoliu a estrutura administrativa, extinguindo a Secretaria de segurança que comandava a Guarda Municipal, e em compensação criou 4 cargos de Assessores especiais com salários de R$ 8.500,00, nomeando o ex Procurador de Celso Cota que permaneceu no governo desastrado de Roque Câmelo, continuou com Raimundinho Horta e agora premiado pelo Bambú com R$ 8.500,00.


Como se não bastasse, um dos Marajás da atual Administração, nomeado pelo Prefeito com também salário de R$ 8.500,00, é funcionário da Precon, que trabalha em Bh de Segunda a Sexta de 08:00 ás 18:00, parecendo funcionário fantasma; com esta confusão quem está perdendo é o Povo, o trabalhador e o empregado da cidade que paga seus impostos, luta pelo crescimento e só vê marajá engordando na Prefeitura, então de quem é a culpa? Do povo não é!!!


O povo votou democraticamente no Roque Câmelo, que foi caçado Democraticamente, ficando Terezinha Ramos em 2º lugar e ai? O que aconteceu com Terezinha Ramos? Foi caçada? Foi licenciada? Ou foi afastada e até quando?


Estas perguntas estão na garganta dos moradores e ninguém responde, portanto não nos esqueçamos que todo poder emana do povo e ao povo pertence, aqueles que tem a prerrogativa de definir os destinos da Cidade de Mariana que o faça!!! Rápido com Serenidade sem deixar se levar por questões alheias do dever cumprido!!!!!!”


Rádio Mariana FM


Rádio Mariana: Todos Dizem que a Guarda Municipal foi a maior herança que você deixou para o povo de Mariana. O que você tem a dizer sobre o que Bambú está fazendo com os Guardas?


Celso Cota: Eu acredito que a gente tem que dá um tempo pra ver como que desenrolam as coisas. Sem dúvida nenhuma a Guarda Municipal foi uma conquista de todos nós marianenses, de todos que trabalharam junto conosco na administração, de todos que participaram da Câmara, inclusive o vereador Geraldo Sales que participou do nosso governo através da Câmara. Foi uma conquista muito grande, porque naquele momento, nós tínhamos uma deficiência, uma falta de policiais enorme na cidade de Minas Gerais, e Mariana não ficava fora desse contexto. Tínhamos pequenos delitos acontecendo a todo o momento nas ruas de Mariana, nos comércios; nossos aposentados que vinham buscar o benefício no banco eram assaltados na porta; os jovens que iam para escola e quando voltavam estavam sem seus tênis, sem seu material escolar. Então, devido isso tudo, é nossa obrigação garantir a segurança, o direito de ir e vir do cidadão, a nossa gestão entendeu que tínhamos que fazer alguma coisa e nós criamos a Guarda Municipal. Criamos a Guarda Municipal de uma forma muito séria, onde nós damos oportunidades a jovens de 18 a 28 anos, pessoas com 2° grau, pessoas de família e nós tivemos a 1° turma, uma turma maravilhosa. A partir dali, com os anos que viriam pela frente, que a gente pudesse aperfeiçoar cada vez mais  a Guarda utilizando esses jovens que poderiam estar ocupando um papel estratégico no dia-a-dia do povo marianense. Então eu tenho um orgulho muito grande de ter podido comandar a criação da Guarda Municipal, tenho um respeito muito grande por todos eles e sei que eles têm uma paixão muito grande pelo ofício deles, e Mariana não pode perder aquilo que ela conquistou. Não acredito que o atual governo tenha essa intenção, não posso acreditar que o governo pensa em extinguir a Guarda Municipal. Agora nós sabemos muito bem que, durante oito anos, nós ficamos trabalhando de forma muito estreita com o povo marianense, nós organizamos a sociedade em associações de moradores, associações de classe, e essas associações participaram de forma muito ativa no nosso governo, ou seja, nosso povo sabe questionar, sabe cobrar, sabe contribuir; eu acho que é muito importante a sociedade também acompanhar essas questões, e eu tenho certeza que a Guarda não vai ser extinta, porque eu não vejo ninguém louco o bastante para poder extinguir algo que tá dando certo e que é aprovado pelo povo. Eu tenho certeza absoluta que nada demais vai acontecer com a Guarda Municipal, muito pelo contrário.


Rádio Mariana: Celso, Bambú vem dizendo que ele é o novo líder do seu grupo, que será candidato a prefeito. Como é que você fica nessa história, já que todos estão lá nomeados com ele?


Celso Cota: Eu nunca ouvi essa palavra, nesse sentido, por parte do Prefeito Bambú. Eu acho que o grupo dele vai se formando a cada momento que você encontra pela frente uma situação de uma eleição, nós formamos um grupo para ganhar as eleições em 2000 e assumimos a partir de 2001, que é um grupo vitorioso; adequamos um grupo para 2004, ganhamos as eleições; adequamos um grupo pra 2008, ganhamos as eleições; as eleições pra 2012; quando estiver no seu momento adequado, as coisas vão se ajeitando. Essas coisas, quando toca o sino: tá na hora, cada um se acomodar no seu grupo, cada um vai formando um grupo que é a democracia brasileira, ela é muito ampla, e ela permitiu que dezenas de partidos se formassem. Então, a cada momento e a cada ano que se passa, as pessoas vão se organizando politicamente através dos seus partidos. Hoje exige de cada um de nós muito mais entendimento, muito mais aproximação, muito mais diálogo e muito mais compromisso, e o compromisso tem que ser sempre focado nos interesses do povo. Diante desses compromissos, vão se formando as chapas que concorrerão. Eu faço parte de um grupo, e esse grupo a gente vai conseguindo perceber ele no momento das eleições mesmo, e na medida que outros partidos vão surgindo, algumas pessoas vão pra esse, algumas pessoas vão pra outro e isso é normal. Eu nunca quis ser líder absoluto, quis sempre e quero sempre é não ser omisso, é manifestar realmente aquilo que eu penso com coragem, com determinação, com respeito.


Rádio Mariana: Politicamente, quem é melhor ficar na Prefeitura pra você: Bambú ou Terezinha Ramos, uma vez que ele vai tentar se manter no poder para se candidatar ano que vem?


Celso Cota: Eu passo essa pergunta para o povo, o que é melhor para você que está nos ouvindo? Porque tem que ser bom para o povo, para que cada um que ali entre exerça o seu papel com capacidade, com competência. Porque quando chegar as eleições nós temos que escolher adversários, você tem que ter uma proposta, você tem que estar focado numa vontade de doar o seu tempo ao município, porque nós sabemos muito bem que é um ofício que exige muita presença, muita responsabilidade, muita dedicação e quem quiser ser prefeito, tem que dedicar mesmo, tem que abdicar de muita coisa, eu abdiquei de muitos momentos familiares para cuidar da minha prioridade naquele momento, que era o município de Mariana. Então, para mim Celso Cota, nem sei se serei candidato à prefeito na próxima eleição, nem sei se aqui estarei, mas eu acho que o importante é ser bom pra cidade, porque aqui nós temos nossa família, aqui nós temos nossos amigos, aqui nós temos o amor das pessoas por essa cidade, que é uma cidade que tem a responsabilidade de cada um de nós, mais que é um monumento mundial, isso aqui pertence à todos, tem uma história, as pessoas vem pra Mariana em busca de testemunhar, de perceber realmente essa história.


Rádio Mariana: Pergunta da Guarda Municipal: Jesus Sinhá te traiu ou não, já que todos comentam que ele levou os seus votos para Bambú, a troco de se manter bem no poder e que a Transcotta estaria pagando pra ele um salário de R$ 7.500,00 à pedido de Bambú?


Celso Cota: Eu desconheço tudo que foi perguntado aí, eu não posso realmente dar aqui minha opinião.


Rádio Mariana: Bambú disse que a COAN desfalcou os cofres públicos, isso é verdade? Se for, por que o mesmo se calou durante todos esses anos?    


Celso Cota: Também não vi em nenhum meio de comunicação nenhuma declaração a respeito disso. Eu vi no Jornal Ponto Final, há pouco tempo, que a terceirização acabaria, porque tem duas formas de você fazer e prestar esse serviço: terceirizando o serviço ou fazendo uma gestão própria. Nós fizemos com gestão própria no nosso governo e achamos importante terceirizar para melhorar a qualidade e para também provocar economia. Muitas vezes as pessoas confundem economia com pagamento menor, isso não quer dizer que se investir menos recurso está fazendo economia. Economia é você comprar o mesmo produto por um valor menor, e eu duvido que vá fazer com a mesma qualidade.


Rádio Mariana: A casa dele foi alugada esses anos todos e agora ele tirou os aluguéis de lá. O senhor acredita que foi pra evitar que a oposição bata nele? Se ele estava errado, por que não fez isso quando foi denunciado?


Celso Cota: Eu acredito que foi opção dele, também não sei se o imóvel era dele e, se nesse momento, achou mais importante fazer dessa forma.


Rádio Mariana: O Sérgio do Jardim dos Inconfidentes diz o seguinte: Bambu mandou que fosse encerrado o contrato de aluguel que a Prefeitura tem do seu prédio, alegando que o senhor teve um contrato absurdo e ilegal, no contrato o senhor alugaria por cinco anos de prédio. Isso é verdade?


Celso Cota: Eu, como prefeito, não aluguei nada pra Prefeitura. Eu tenho uma loja alugada pra Polícia Civil, tem três meses isso com uma corretora que mexe com uns imóveis nossos. Não tem nada de irregular nisso, sou cidadão comum, tenho os mesmos direitos que cada um de nós ouvinte aí tem. Se quiser alugar qualquer imóvel meu, nós estamos lá pra alugar, nós estamos trabalhando de forma honesta e investindo em Mariana, muito em breve, estaremos fazendo uma parceria com a Cooperouro de Ouro Preto, ou seja, nós estamos trabalhando, eu sou um cidadão e preciso trabalhar, minha vida sempre foi pautada no trabalho. Então, Graças a Deus, tá lá ,tem meses que tá alugado, não faço questão nenhuma de que seja para Prefeitura. A Prefeitura paga mensal, eu entrego um imóvel qualificado para aquele que tá alugando, não tem irregularidade nenhuma nisso; foi alugado por um cidadão comum, se amanhã ou depois eu vier a ser prefeito, eu encerro esse contrato no mesmo dia. É dessa forma que tem que ser, é legal, é transparente


Rádio Mariana: Celso, dizem que quem tem telhado de vidro não joga pedra no telhado dos outros. Qual é o seu telhado?


Celso Cota: Joga pedra no meu telhado pra ver se ele quebra! Eu acho que quem está no setor público, é pessoa pública, ele tem que prestar contas, ele está sujeito a críticas, ele está sujeito a elogios, ele luta para acertar e está sujeito a erros. Eu quero voltar na questão do aluguel, porque não fui eu que quis alugar para Policia Civil não, o delegado olhou em Mariana vários imóveis, foi mais por parte do delegado de Mariana do que por nossa parte. Mas então, o telhado é assim, jogam pedra pra ver quando que quebra.


Rádio Mariana: A propósito, a Rádio Mariana quer aproveitar essa oportunidade para parabenizar o Jornal Ponto Final, na pessoa do Rômulo Passos, que na edição de hoje demonstrou ter grande personalidade e preocupação com as questões de Mariana no que tange a administração pública. Parabéns então ao Rômulo Passos pela edição de hoje, realmente temos que parabenizá-lo.


Rádio Mariana: Celso, seus companheiros enfiaram todos na Prefeitura, como é que vai ficar?


Celso Cota: Tem dois lados dessa questão. Muitas pessoas me procuram: poxa, Celso, essas pessoas não deveriam estar lá, essas pessoas estão te traindo. Não tem nada disso, o que nós temos hoje é uma empresa que é a Prefeitura Municipal de Mariana, que precisa dos seus servidores, boa parte deles são concursados e muitos trabalharam comigo, eu fico feliz de vê-los trabalhando, porque são pessoas que demonstram capacidade. O nosso governo foi o governo que mais formou profissional de gestão pública, nós preocupamos muito em formar profissionais. Então, de certa forma, esses trabalhadores municipais adquiriram muito conhecimento e, esses que estão ficando é porque têm realmente potencial, conhecimento, que pode prestar um  bom serviço à comunidade marianense. Eu acho isso um ponto positivo, ainda mais nesse momento conturbado da política de Mariana, em dez anos teve cinco mudanças, eu acho que é importante que essas pessoas estejam trabalhando. Quem dera que todos que estivessem nos ouvindo ocupassem uma vaga no mercado de trabalho. O importante da Prefeitura não são simplesmente nomes, o importante é o time e a tática que se propõe.


Rádio Mariana: Celso, Duarte está na Prefeitura, Terezinha tem o Fabinho também na Prefeitura, Bambú é candidato a prefeito em 2012.  Quais serão seus adversários?


Celso Cota: Não sei. Eu volto a dizer: não sei se serei candidato em 2012, nós temos que esperar, porque nós temos um partido, vamos ter que reunir. Jamais serei omisso, todo mundo sabe do empenho que eu tenho quando assumo a prefeitura, nós não temos medo de tomar decisão. Essas pessoas que estão na Prefeitura são cargos de confiança do Prefeito, nós temos que entender que cada um tem sua capacidade (…)


Rádio Mariana: Celso, você afirmou que Bambu não acabaria com a Guarda Municipal, eu tenho aqui um comunicado da Guarda que diz o seguinte: “Fica autorizado o uso da força, mas está suspensa o uso da algema devido todos Guardas Municipais, sem exceção, fazer a entrega da mesma no Comando da Guarda Municipal até o dia 31 de Janeiro de 2011. Cumpra-se. Mariana, 26 de Janeiro de 2011, assinado Encarregado de Serviço de Guarda Patrimonial, Raimundo Eugênio de Almeida e Jamil José Abjaldo, coordenador da Guarda Municipal.” Quer dizer, está acabando aos poucos e estão dizendo também que vão tirar até a farda da Guarda Municipal, aí vai virar o quê? Vigia comum? Como que a Guarda trabalha na rua sem algema? E se tiver que conter um cidadão alterado na rua?Vai ter que ser no braço? Como é que fica?


Celso Cota: Realmente eu não sabia, estou vendo aqui agora esse documento e quero te dizer que isso aí eu acho que vai ser revisto. Quando eu falo que ninguém tira a Guarda é porque é um absurdo, eu não posso acreditar que estejam trabalhando com lógica. Isso é um absurdo! Porque você quando coloca uma Guarda na rua, você coloca essa Guarda pra dá uma condição de segurança, se você tira a própria segurança da Guarda, você está colocando a Guarda em risco. A Guarda Municipal tem a atribuição de Guarda, mas quando tem um delito na rua que seria função da Polícia Militar, e que nós temos muito orgulho dela, mas a Policia Militar não está ali naquele momento porque não dá para atender; o número de policiais é pequeno ainda, melhorou muito a estrutura da Polícia Militar, melhorou a capacidade, melhorou muito a forma de trabalhar, mas nós temos que fazer um somatório. Agora, um policial vai enfrentar isso de mão livre? Vai tirar dele o cassetete, a algema, que é a forma que ele tem pra imobilizar a pessoa?Aí ele tem que sair no tapa, pelo amor de Deus gente. A Guarda sabe que pode contar comigo, o Governo do Estado esta reconhecendo a importância da Guarda.


Rádio Mariana: Quem você vai apoiar na próxima eleição ou se você vai ser candidato?


Celso Cota: Na próxima eleição vamos ver o que Deus nos reserva, que me ponha aonde que eu possa contribuir. Nós temos uma equipe muito boa, o importante é que nós formamos um grupo, o que importa é que a gente faça uma boa proposta pro nosso povo, que a gente mostre soluções possíveis para problemas às vezes crônicos, o que importa é que a gente esteja comprometido! E eu sei que se a gente trabalhar com essa transparência, com essa vontade, nós formaremos um grupo. Não tem dificuldade, tem que ter realmente um compromisso forte e vamos ver.


Rádio Mariana: O que o senhor acha dos outros prefeitos que querem destruir o que já está feito, o que você fez no caso?


Celso Cota: Eu acredito que ninguém está querendo destruir. O importante é querer seguir, porque uma forma de destruir é você não fazer nada, deixar abandonado. Eu acredito, por exemplo, que o Raimundo começou a dar continuidade em vários pontos dessas obras, eu acredito que os outros também vão dar. É assim que eu acho que tem que ser, se deixar parado também está destruindo, mas eu não acho que ninguém tenha a intenção de chegar a destruir.


“É tanta coisa que ainda tem que fazer, eu trabalhei até o dia 31 de dezembro, até o dia 31 nós estávamos inaugurando obras ainda, e eu trabalhei até o último momento e não foi possível realizar tudo o que a gente queria. Eu acho bacana dá um direcionamento na cidade e trabalhar nessa linha, sempre dar continuidade, revendo o que não ficou do agrado, aquilo que tem que ser melhorado. Porque aquilo que não deu certo tem que ser substituído, eu sei que no meu Governo algumas coisas eu faria diferente”, avalia Celso.


Rádio Mariana: Pra finalizar, por que a Imprensa é tão marginalizada aqui? No seu governo era bem atendida, bem tratada, tinha um contato com a Imprensa, depois que você saiu, tudo acabou.


Celso Cota: É normal, porque nós somos humanos, nós somos sociedade, cada um pensa de um jeito, cada um quer de um jeito. Mas na verdade é o seguinte: a gente não fugiu ao diálogo, então a Imprensa era muito próxima da gente, nós estávamos perto um do outro. Então eu acho que eu fico contente, a pior coisa que tem é você achar porta fechada, se faltou diálogo aí acabou tudo. Nós estamos numa sociedade nova, nós estamos num país muito jovem, então nós temos que construir muita coisa e uma coisa a ser construída é o relacionamento e esse relacionamento tem que ser cada vez mais forte.


Rádio Mariana: Você tem cinco minutos para suas considerações finais, eu gostaria de agradecer a sua presença aqui, eu acho que deu pra esclarecer bastante as perguntas dos ouvintes (…)


Celso Cota: Bom eu quero agradecer a cada um de vocês que estão nos ouvindo, agradecer a oportunidade que a Rádio Mariana está dando à cidade de Mariana, trazendo esses debates pra cá. Eu procurei nesse momento não deixar de responder nenhuma pergunta, é importante, se você pergunta, você quer uma resposta. Mas eu achei o programa bastante apimentado, é bom por causa do jeito do programa que o povo também gosta, nós podemos tocar qualquer assunto polêmico com o devido respeito.


Nota da Rádio Mariana: Hoje daremos continuidade às entrevistas na Rádio,  onde teremos como convidado o ex-vereador, Pedro do Eldorado.


Fonte: www.jornalpontofinal.com.br






Maçonaria.



A maçonaria, a Igreja e o constitucionalismo



Anildo Fabio de Araujo


Anildo Fabio de Araujo

procurador da Fazenda Nacional, especialista em "Ordem Jurídica e Ministério Público" pela Escola Superior do Ministério Público do Distrito Federal, e em "Direito Processual Civil" pelo Instituto Brasileiro de Direito Processual - Instituto Brasiliense de Ensino e Pesquisa.

Os livros e doutrinadores de Direito Constitucional tratam do Constitucionalismo, apontando como suas origens a Constituição Americana de 1787 e a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, decorrente esta da Revolução Francesa de 1989:


"A origem formal do constitucionalismo está ligada às Constituições escritas e rígidas dos Estados Unidos da América, em 1787, após a Independência das 13 Colônias, e da França, em 1791, a partir da Revolução Francesa, apresentando dois traços marcantes: organização do Estado e limitação do poder estatal, por meio da previsão de direitos e garantias fundamentais."


(Alexandre de Moraes, Direito Constitucional, 11ª edição, Atlas, São Paulo, 2002, p. 35).


"Na Declaração Francesa de 1789, art. 16, surge, pela primeira vez, um conceito de Constituição, ‘subjetivo’ (e não polêmico, como se costuma dizer), ligado às idéias de liberdade, de garantia de direitos e à de separação dos Poderes, chegando os revolucionários a adotar a colocação de que ‘é desprovida de Constituição a sociedade que não se assegura a garantia dos direitos do cidadão e não discrimina a separação dos três Poderes (...)’."


(J. Cretella Junior, Elementos de Direito Constitucional, Editora Revista dos Tribunais, São Paulo, 1995, p. 19).


Todavia, as origens do termo "Constituição" remontam a períodos anteriores aos marcos mencionados pelos constitucionalistas brasileiros.


Alguns autores mencionam a "Declaração de Independência" das colônias norte-americanas, bem como a "Constituição da Virgínia" e de outras ex-colônias inglesas (Delaware, Maryland, New Jersey, Carolina do Norte, Pensilvânia, Vermont, Nova Iorque, Carolina do Sul, Massachusetts e New Hampshire), Estados da Federação Norte-Americana.


Ao ler alguns livros sobre a Maçonaria, os maçons livres, verifiquei a utilização do termo "Constituição" anteriormente aos referidos apontamentos sobre o Constitucionalismo.


Michael Johnstone (in "Os Franco-Maçons", Editora Madras, trad. Fúlvio Lubisco, São Paulo, 2010, p. 9) informa que "Benjamin Franklin e George Washington, dois dos pais fundadores dos Estados Unidos, eram membros da Loja de São João, na Filadélfia, e da de Frederickburg, na Virgínia, respectivamente." No Estado da Virgínia, foi erguido em 1932 o Memorial Maçônico George Washington, dedicado à memória do primeiro Presidente dos Estados Unidos.


Michael Johnstone (ob. citada, p. 10) ressalta que "A Franco-Maçonaria foi banida em alguns lugares, enquanto em outros prosperou. Seus membros tiveram um papel significativo nos principais eventos históricos, inclusive na Revolução Francesa e na fundação dos Estados Unidos da América."


Johnstone (ob. cit., p. 67) explica que "já em 1717, a Franco-Maçonaria havia se tornado suficientemente popular entre homens de um certo nível, para que os membros das quatro Antigas Lojas de Londres se reunissem para fundar, em 24 de junho desse mesmo ano, a Primeira Grande Loja na mencionada cervejaria The Goose and Gridiron" (O Ganso e a Grelha). Também explica que em 1720, George Payne codificou os regulamentos da Grande Loja; bem como que em1723 foi publicado na Inglaterra o "Livro das Constituições" (Book of Constitutions), por James Anderson (um clérigo), muitas vezes considerado o Pai da História Maçônica (ob. citada, ps. 53 e 61). Trata-se da "primeira e oficial Constituição dos Franco-Maçons. A constituição é um casamento dos Antigos Deveres estabelecidos no Manuscrito Régio e outros escritos medievais, bem como a recontagem imaginativa de Anderson a respeito das místicas origens da Maçonaria" (ob. cit., ps. 69/70).


Johnstone (ob. cit., p. 114) explica:


"Em 1734, Franklin, tipógrafo de profissão, publicou uma edição americana das Constituições, de James Anderson, de 1723. Franklin também foi um esperto comerciante e não teria feito isso se não soubesse que haveria uma demanda pelo livro. Portanto, podemos ter certeza de que a Maçonaria foi rápida em estabelecer-se nas colônias norte-americanas, atraindo muitos homens para as várias Lojas que estavam sendo patenteadas na época."


Albert G. Mackey (in "Os Princípios das Leis Maçônicas", Volume 1, trad. Wellington Mariano, Universo dos Livros Editora, São Paulo, 2009, p. 14), aponta que na primeira edição do Livro das Constituições consta "As Obrigações de um Maçom, extraídas dos Antigos Registros de Lojas além-mar, e das Lojas da Inglaterra, Escócia e Irlanda, para uso das Lojas em Londres" e "Os 39 Regulamentos Gerais, adotados na Assembléia Anual e festa realizada em Stationer’s hall no dia de São João Batista, 1721".


Heitor Pitombo (in "Maçonaria no Brasil", Editora Escala, São Paulo, 2009, p. 12) explica que "No início do século XVIII surgiu a franco-maçonaria moderna, que seguia o que James Anderson havia escrito no Livro das Constituições de 1723." Consta informação de que "James Anderson foi um Grande Oficial da Loja de Londres em Westminster e escreveu a história dos Maçons, que foi publicada em 1723 como a Constituição dos Maçons Livres ou a Constituição de Anderson".


W. Kirk MacNulty (in "A Maçonaria – Símbolos, segredos, significado", trad. Marcelo Brandão Cipolla, Martins Fontes, São Paulo, 2007, p. 81) informa:


"Afora as Constituições de Anderson, houve outros documentos ‘não-oficiais’, tais como A Book of de Ancient Constitutions of Free and Accepted Masons, publicado em 1728 por Benjamin Cole e impresso pela segunda vez em 1731."


Consta no livro de Johnstone:


"Dois dos cinco homens que redigiram a Declaração da Independência: Benjamin Franklin e Robert Livingston eram maçons e outro, Roger Sherman, que dizem ter sido maçom." (ob. cit., p. 115)


"E dos signatários da subseqüente Constituição, de 1789, menos de um quarto era maçons, embora vários fossem iniciados mais tarde."


"O primeiro homem a assinar a Declaração foi John Hancock, membro da Loja de Santo André, em Boston."


"Outros nomes de maçons para sempre ligados à Declaração e à Guerra da Independência incluem John Paul Jones, o escocês fundador da Marinha Americana; Richard Caswel, Mordecai Gist, James Jackson, Morgan Lewis e John Sullivan, todos se tornando Grão-Mestres das Grandes Lojas de seus estados, e três dos quais chegaram a servir como governadores de seus respectivos estados." (ob. cit., p. 117)


"Na assinatura da Declaração da Independência, em 1776, oito dos signatários eram maçons e outros dez provavelmente também fossem." (ob. cit. p. 121)


"Washington não foi apenas o primeiro Presidente dos Estados Unidos, também foi o primeiro de uma extensa linha de maçons a se manter no poder. Ela inclui James Monroe, presidente de 1817 até 1825; Andrew Jackson, de 1828 a 1837; James Knox Polk, de 1845 a 1849; e pelo menos outros onze. O grande Franklin Delano Roosevelt (...) O seu sucessor na presidência, Harry s. Truman (...)" (ob. cit. p. 123)


W. Kirk MacNulty (in "A Maçonaria – Símbolos, segredos, significado". p. 112) colaciona alguns maçons que participaram da Independência dos Estados Unidos: Washington, Franklin, Marshall, Montgomery, Wooster, Prandolph, Otis, Warren, Lafayette e Putnam


MacNulty (ob. cit., p. 303), ressalta:


"George Washington, comandante do exército colonial na Revolução Americana e primeiro presidente dos Estados Unidos, foi iniciado na Loja Fredericksburg, da Virgínia, em 1752-53. Foi Venerável Mestre da Loja Alexandria de Washington, Nº 22, em 1788-89, e suas atividades maçônicas são comemoradas no Memorial Nacional Maçônico George Washington, em Alexandria, Virgínia.


Theodore Roosevelt (...) Era vice-presidente quando William McKinley foi assassinado: e, aos 42 anos, tornou-se o 26º presidente dos Estados Unidos. Foi, assim, a pessoa mais jovem a ocupar o cargo que foi seu entre 1901 e 1909. Entrou para a Maçonaria na Loja Matinecock, Nº 806, em Oyster Bay, Nova York, e morreu em Oyster Bay em 1919."


Johnstone expõe que "O lema da Revolução Francesa, Liberdade, Igualdade, Fraternidade, era muito parecido com os ideais do Amor Fraternal pregados pela Maçonaria" (ob. cit., p. 81).


W. Kirk MacNulty (ob. cit., p. 116) informa que Marat, Mirabeau e Robespierre, importantes figuras da Revolução Francesa, frequentavam a Loja (Templo Maçônico de Paris); bem como que quatro irmãos de Napoleão Bonaparte (José, Luís, Jerônimo e Luciano) eram maçons, sendo que dois deles (José e Luís) foram nomeados Co-Grão Mestres do Grande Oriente da França por Napoleão em 1804, ano em que ele declarou-se Imperador.


O referido autor informa que Benjamin Franklin foi embaixador dos Estados Unidos na França a partir de 1776 (ob. cit., p. 281).


No âmbito da Igreja Católica, o termo Constituição também foi utilizado anteriormente à Maçonaria moderna, à Constituição dos Estados Unidos e à Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. A título de exemplo, pode-se apontar as "Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia", feitas e ordenadas pelo D. Sebastião Monteiro da Vide, 5º Arcebispo do Brasil, em 1707.


Nas "Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia" constituem as verdadeiras raízes do nosso ordenamento jurídico. Publicadas pela primeira vez no Brasil Colônia, em 1707, foram republicadas uma única vez, em 1853. Em 2007, foram reeditadas pelo Senado Federal. Nelas constam normas de conduta, valores e costumes do período colonial.


No Prólogo das "Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia" (fl. XVI), escrito pelo Dr. Ildefonso Xavier Ferreira, em 13 de agosto de 1853, consta:


"Foi autorisado por Alvará de 10 de Fevereiro de 1702 a prover a Conesias, Vigararias, e mais Benefícios Ecclesiasticos que vagassem, exceptuando a Dignidade de Deão, cuja apresentação ficou reservada ao Rei; e por Carta daquella mesma data se lhe mandou prestar pela Fazenda Publica os transportes necessarios para si, e seus Delegados visitarem a Diocese todas as vezes que o pretendesse: regulou a Ordem do Auditório Ecclesiastico com um Regimento publicado no dia 8 de Setembro de 1704; e conhecendo ser objeto de não menor importância oorganizar a Constituição do Arcebispado, da qual até então se carecia, redigio-a, e publicou-a em Pastoral de 21 de julho de 1707; depois de acceita, e, approvada em Synodo Diocesano findo a 14 do mez de Junho, tem servido até hoje aos Bispados do Brasil."


A existência de Constituições Eclesiásticas ou Apostólicas é apontada por D. Sebastião Monteiro da Vide na justificativa ou preâmbulo das "Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia":


"Aos Reverendos Deão, Dignidades, Cônegos, e Cabido da nossa Sé Metropolitana, e mais Beneficiados della; e a todos os Vigarios, Curas, Beneficiados, e a todas as pessoas Ecclesiasticas, e seculares deste nosso Arcebispado, saude, e paz para sempre em JESUS Christo nosso Senhor, que de todos é verdadeiro remédio, e salvação. Fazemos saber, que reconhecendo Nós o quanto importão as Leis Diocesanas para o bom governo do Arcebispado, direcção dos costumes, extirpação dos vícios, e abusos, moderação dos crimes, e recta administração da Justiça, depois de havermos tomado posse deste Arcebispado em 22 de maio de 1702, e visitado pessoalmente todas as Parochias delle, e cuidando a grande obrigação, com que devemos (quanto em Nós for) procurar o aproveitamento espiritual, e temporal, e a quietação de nossos súbditos, fizemos diligencia pelas Constituições, por onde o Arcebispado se governava; e achamos, que pelas do Arcebispado de Lisboa, de quem este havia sido suffragnco,; porque suposto todos nossos digníssimos Antecessores as procurassem fazer, o não conseguirão, ou por sobra das occupações, ou por falta de vida. E considerando Nós, que ditas Constituições de Lisboa se não podião em muitas cousas accommodar a esta tão diversa Região, resultando dahi alguns abusos do culto Divino, administração da Justiça, vida e costumes de nossos súbditos: e querendo satisfazer ao nosso Pastoral officio, e com opportunos remedios evitar tão grandes damnos, fizemos, e ordenamos novas Constituições, e Regimento do nosso Auditório, e dos Officiaes de nossa Justiça, por ser mui necessário para boa expedição dos negócios, e decisão das causas, que nelle se houverem de tratar, conferindo-as com pessoas doutas em sciencia, e versadas na pratica do foro, e governo Ecclesiastico: e forão propostas no Synodo Diocesano, que celebramos na nossa Sé Metropolitana, dando-lhe principio em dia do Espírito Santo 12 de Junho de 1707, e forão lidas aos Procuradores do nosso Reverendo Cabido, e Clero para isso eleitos no dito Synodo, e por todos aceitas. E parecendo-nos em tudo conformes aos Sagrados Cânones, Decretos do Sagrado concilio Tridentino, Constituições Apostólicas, e as que convem ao serviço de Deos nosso Senhor, salvação das almas de nossos Diocesanos, bom governo espiritual da Igreja, e observância da Justiça, resolvemos mandal-as imprimir, e publicar. Por tanto auctoritate ordinaria mandamos em virtude de santa obediência a todas, e a cada uma das sobreditas pessoas, que ora são, e ao diante forem, as cumprão, e guardem; e ao nosso Provisor, Vigário Geral, Desembargadores, Visitadores, e Justiça Ecclesiastica, as fação inteiramente cumprir, e guardar, como nellas se contêm, e por ellas julguem, e determinem as causas, e se governem em toda a administração da Justiça. E revogamos os Capítulos, Visitas, Regimentos, Provisões de nossos Predecessores, e todos quaesquer costumes, usos, estilos, (por mais antigos que sejão) que nestas Constituições, e Regimento se não approvarem, ou permitirem expressamente. E havendo sobre estas Constituições, e Regimento alguma duvida, que necessite de interpretação, a reservamos a Nós. E para constar de sua força, e valor, e da obrigação que nossos súditos tem de as guardar, e se lhes dar fé em Juízo, e fora delle, mandamos passar a presente. Dada nesta Cidade da Bahia sob nosso signal, e sello de nossas Armas aos 21 dias de mez de Julho de 1707. O Padre Manoel Ferreira de Mattos, Notário do Synodo, e Secretario de Sua Illustrissima a sobscrivi. S. ARCEBISPO DA BAHIA."


Em Portugal existiam as Ordenações Reais, que estabeleciam normas de Direito Civil, Criminal e Processual:


"Filipino ou Ordenações e Leis do Reino de Portugal passou a viger em 1603, quando Portugal encontrava-se sob o domínio da Coroa Espanhola (1580 a 1642). Veio a suceder às Ordenações Afonsinas e às Ordenações Manuelinas. As primeiras publicadas no ano de 1446 ou 1447, não se sabe ao certo, mas só impressas em 1792. Em todo caso, as Ordenações Afonsinas constituem o mais antigo código europeu [01]. E as segundas foram publicadas em 1521, por determinação de D. Manuel I, denominado o Venturoso.


As Ordenações Filipinas encerravam todos os institutos das anteriores, baseadas no Direito Romano, que prevalecia sobre o Direito Canônico, enriquecidas com os institutos resultantes das reformas por que passaram durante o século XVI.


....................................................................................................................


Em todo caso, todas as Ordenações do Reino foram concebidas a partir do Direito Romano, do Direito Canônico, de concordatas celebradas entre representantes da Igreja Católica e reis de Portugal, das Sete Partidas, de costumes antigos da Península Ibérica e foros locais."


(José Sarney, Nota do Editor, Código Filipino ou Ordenações e Leis do Reino de Portugal, recopiladas por mandado D’El-Rey D. Philippe I, Senado Federal, 2004)
Paulo Guilherme de Mendonça Lopes & Patrícia Rios (in "Justiça no Brasil – 200 Anos de História", Conjur Editorial, São Paulo, 2009, ps. 28/29) informam:


"(...) Em Portugal, predomina um cenário de insurgência liberal, que se torna mais intensa em 1817, quando a maçonaria, por meio de Gomes Freire de Andrada, tenta implantar um regime republicano mediante a derrubada do então governante do país, o inglês lorde Beresford. O movimento é sufocado, mas abre espaço para a Revolução do Porto de 1820, que, vitoriosa, pleiteia uma constituição."


Consta na Notas de Rodapé nº 1 e 2, da página 47, do Código de Direito Canônico, Edições Loyola, 12ª edição, feita pelo Padre Jesús Hortal, que "As Constituições Apostólicas costumam ser dadas em forma de bula". As "Bulas sãodocumentos mais solenes, com fórmulas amplas de introdução e conclusão, ornados com selos (em latim bullae) especiais, de chumbo, de lacre e, às vezes, de outro (‘bula aurea’)." O atual Código de Direito Canônico foi promulgado por uma Constituição Apostólica do Papa João Paulo II.


O Livro II, Parte II, do Código de Direito Canônico (ob. cit., 175), trata "Da Constituição Hierárquica da Igreja", dispondo sobre a Autoridade Suprema da Igreja (Romano Pontífice), seus poderes, sua eleição, etc.


O Papa Inocêncio XI promulgou um breve em favor dos cristãos-novos dos reinos de Portugal e Algarves, em 22 de agosto de 1681, contendo na ordenação trinta incisos, constando um rol de direitos e garantias, equivalente em parte aos direitos fundamentais consagrados no art. 5º da Constituição Federal do Brasil de 1988 (in Padre Antônio Vieira, De Profecia e Inquisição, Senado Federal, ps. 190/193).


Michael Hohstone (ob. cit., p. 87) informa:


"Em abril de 1738 (…) o papa Clemente XII emitiu uma bula papal, pela qual acusava a Maçonaria de ser um movimento no qual os homens juravam sobre a Bíblia para preservar os segredos de suas sociedades (...) Clemente proibiu os católicos de se tornarem maçons sob pena de serem excomungados, o que foi reiterado 13 anos mais tarde, por meio de uma segunda bula papal, emitida pelo papa Benedito XIV, que injuriava a Maçonaria."


MacNulty (ob. cit., p. 78) também afirma que em 1738 a Igreja Católica publicou uma Bula papal proibindo seus membros de tornarem-se maçons.


Heitor Pitombo (ob. cit., p. 15/16) esclarece que no Brasil, a Maçonaria teve início em 1797, com a Loja Cavaleiros da Luz, criada no povoado de Barra, em Salvador, Bahia. Em 1809, o Príncipe Regente D. João recebeu uma longa lista de nomes de maçons para serem presos, e reagiu dizendo que ‘foram estes que me salvaram.’


Heitor Pitombo informa que:


a) Dom Pedro I e José Bonifácio de Andrada e Silva (Patriarca da Independência) foram iniciados na Maçonaria em 1822, alguns meses antes do grito de Independência do Brasil (ob. cit., p. 23);


b) D. Pedro I foi exaltado ao grau de Mestre Maçom do Grande Oriente, em 5 de agosto de 1822 (ob. cit., p. 24);


c) numa manobra de Joaquim Gonçalves Ledo, político fluminense, José Bonifácio de Andrada foi destituído do Grão-Mestrado, sendo empossado em seu lugar o imperador D. Pedro I, em 4 de outubro de 1822 (ob. cit., p. 25);


d) D. Pedro I determinou o fechamento ‘temporário’ do Grande Oriente, em 21 de outubro, como também o encerramento das atividades maçônicas, quatro dias depois (ob. cit., p. 26);


e) o Maçom e Frei Joaquim do Amor Divino Caneca (Frei Caneca) foi fuzilado em 13 de janeiro de 1825 (ob. cit., p. 27).


Heitor Pitombo (ob. cit., p. 34) aponta Sessão do Conselho de Estado, às vésperas da Independência do Brasil, que reunia alguns maçons como José Clemente Pereira, Gonçalves Ledo e José Bonifácio.


Paulo Guilherme de Mendonça Lopes & Patrícia Rios (ob. cit., p. 30), relatam fatos relativos ao Dia do Fico, de D. Pedro I, no Brasil:


"Ante o ultimato português, a Loja Maçônica Comércio e Artes, de Gonçalves Ledo (que edita o jornalRevérbero Constitucional Fluminense) e Januário Barbosa, documenta apelo ao imperador, incitando-o à desobediência. Ao mesmo tempo, os maçons mobilizam São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais para elaborar um abaixo-assinado, que recolhe mais de 8 mil assinaturas, pedindo a desobediência do imperador.


Ao fim, uma carta de José Bonifácio de Andrada e Silva a D. Pedro, publicada na Gazeta do Rio de Janeiro, em 8 de janeiro, soma-se à mobilização da população liderada pelas lojas maçônicas e encoraja D. Pedro a rebelar-se, no episódio que ficou conhecido como o ‘Fico’, ocorrido no dia 9".


No Brasil, o constitucionalismo monárquico foi implantado logo após a Independência, através da Constituição de 1823. Vários Presidentes da República, além de Deodoro, foram maçons, como o Marechal Floriano Peixoto Moraes, Manoel Ferraz de Campos Salles, o Marechal Hermes da Fonseca, Nilo Peçanha, Wenceslau Brás e Washington Luís Pereira de Souza (Heitor Pitombo, ob. cit., p. 36).


Enfim, o constitucionalismo ou as origens das Constituições dos Estados soberanos decorrem da tradição, dos costumes, da experiência e da vivência da Maçonaria ("Livro das Constituições", de James Anderson, publicado em 1723) e da Igreja Católica (dentre outros, pelas "Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia", em 1707), tendo aquela entre seus membros, clérigos que participavam das atividades secretas.


Diante de tais fatos, fica demonstrado que as origens das Constituições modernas são decorrentes das atividades, da participação e da colaboração dos maçons, que participaram ativamente da elaboração, aprovação e realização das Constituições dos Estados soberanos.





Isso pode acontecer com você, cuidado!

Militares do Bope de SC/ atiram em carro de guarda e colocam 

em risco vida de criança.








O guarda municipal levava a filha de seis anos ao hospital em Florianópolis (SC) quando teve o carro atingido por dois tiros. Os militares atiraram após o motorista ultrapassar a viatura. O guarda foi acusado de dirigir embriagado e desrespeitar uma ordem policial de parada, mas alegou não ter percebido a abordagem. Ninguém ficou ferido.


Fonte: http://amigosdaguardacivil.blogspot.com/2011/02/militares-do-bope-de-sc-atiram-em-carro.html


Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 13.022, DE 8 ...