A Confiabilidade dos dados da Estatística Criminal Publicada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo divulgou no dia 31/01/11, com muito otimismo a estatística criminal, onde enfatiza a redução de alguns índices de criminalidade. O que esses números apresentados efetivamente indicam? Antes mesmo da resposta, existe outra questão mais elementar: esses números correspondem à realidade? Apesar do esforço da Secretaria de Segurança Pública, esses números não traduzem com exatidão a realidade, por isso, devemos olhar para eles com muitas reservas, não há motivos significativos para otimismo ou comemoração. Os indicadores de avaliação desses índices são baseados nas s fontes das polícias militar e civil, e as denúncias do povo. Ficam de fora dessa estatística os dados sobre violência e agravo por causas externas da saúde, da educação, dos conselhos tutelares, dos conselhos de idosos, e somando ainda as sub-notificações criminais (segundo pesquisa de vitimização mais de 50% das pessoas vítimas dos criminosos não registram o boletim de ocorrência) que são alarmantes do Estado; às violências domesticas na maioria das vezes ficam entre quatro paredes; e para engrossar o caldo de descrédito desses dados da SSP-SP, temos o lamentável desprezo pelo trabalho das Guardas Civis Municipais, que vêm prestando um excelente serviço à sociedade, têm contribuído de maneira significativa e decisiva para a prevenção de violências e crimes, além das ações rotineira de prisões e apreensões. As Guarda Municipais têm seus bancos de dados com informações dos atendimentos, que constitui um acervo de informação criminal de suma importância. Com tamanho desprezo por outros importantes bancos de dados, exatos, perguntamos o que representa de fato esses números apresentado pela Secretaria de Segurança Público do Estado de São Paulo, e qual sua finalidade. No próprio site, eles declaram e assumem que esses dados são poucos confiáveis: Os dados devem ser interpretados sempre com prudência, pois estão sujeitos a uma série de limites de validade e confiabilidade: eles são antes um retrato do processo social de notificação de crimes do que um retrato fiel do universo de crimes cometidos num determinado local. A finalidade dessa manipulação e confusão de números e ocultação de dados implícitos é construir, de forma falaciosa, a sensação de segurança da população e esconder a realidade degradante que é a situação de crime e violência no Estado, que reflete a impotência dos métodos utilizados para prevenir, inibir e reprimir o crime e as violências. Releva também que a Secretaria de Segurança Pública é um grande PAQUIDERME, muito gordo, que consome muito, anda pouco e dar pouco resultado efetivo a população. Para resolver de fato essa problemática de confiabilidade de dados e indicadores é preciso construir sistema único de processamento de dados a partir das coletas de todas as fontes (saúde, educação, os Conselhos, das Guardas Municipais entre outros) que são entradas de informações e ocorrências criminais e das violências a pessoa humana. Combinando com ações preventivas das polícias (militar, civil, Guarda Civil, polícia federal) para inibir ações dos criminosos e ações de enfrentamento ao tráfico de drogas, que é a mãe de muitos crimes. Somando ainda investimento em inteligência, priorizar e fortalecer as estratégias proativas em detrimento da tão superada, mas amplamente executada nas citadas instituições, estratégia reativa. A confiabilidade dos dados é fundamental porque serve tanto para a sensação de segurança da população quanto para ajudar no planejamento de gestão estratégica para prevenção, inibição e enfrentamento do crime e da violência. Enviada por: Oséias Francisco da Silva Especialista em Segurança Pública Subcomandante da Guarda Civil de São Bernardo do Campo |
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