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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Proposta autoriza cidadão a usar arma de incapacitação neuromuscular










Proposta autoriza cidadão a usar arma de incapacitação
neuromuscular





Da Agência
Câmara


 


Está em análise na Câmara o Projeto de
Lei 2801/11, do deputado Luiz Argôlo (PP-BA), que autoriza o uso de armas de
incapacitação neuromuscular pelo cidadão comum para fins de defesa pessoal.





Segundo a proposta, arma de
incapacitação neuromuscular é qualquer dispositivo dotado de energia autônoma
que, mediante contato ou disparo de projétil de mínima lesividade, acarrete, em
pessoa ou animal, supressão momentânea do controle neuromuscular que não
produza sequela nem altere a consciência.





Para o autor, a proposta vai preencher
uma lacuna legal deixada pelo Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03). “Entendemos que, diante da dificuldade para
aquisição de armas de fogo por parte dos cidadãos, a compra de armas de
incapacitação neuromuscular é uma alternativa inteligente, menos custosa e
menos arriscada, tanto para quem vai usá-la como pelas eventuais vítimas”, defende
Argôlo.





“Consideramos essa medida um passo
importante para a restrição das armas de fogo, sem que a sociedade abra mão do
sagrado direito de defesa de sua vida, integridade física e patrimônio.”





O parlamentar argumenta também que esse
tipo de arma apresenta menor risco de acidentes domésticos com crianças.





Registro




De acordo com o texto, o registro das armas de incapacitação neuromuscular será
obrigatório, mas não será cobrada taxa para a expedição e a renovação do
documento.





Para conseguir o registro, o cidadão não
precisará comprovar capacidade técnica nem aptidão psicológica, requisitos
exigidos para que seja concedido o registro de arma de fogo. O cidadão deverá,
no entanto, ter idade mínima de 18 anos e comprovar idoneidade, ocupação lícita
e residência fixa. Para o deputado, os requisitos vão ajudar a impedir a compra
de armas por pessoas com antecedentes criminais ou que tenham pendências com a
Justiça.





Tramitação




A proposta será analisada pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao
Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois será
votada em Plenário. As informações são daAgência Câmara de Notícias.








Íntegra da proposta:






[Foto: Arquivo/ Leonardo Prado]






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