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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O secretário de Segurança de Limeira é indiciado.







Secretário
admite falhas em convênio suspeito de desvio de verba da GM


 


Siddhartha Carneiro Leão foi indiciado
pela Polícia Federal. Segundo as investigações, outras duas pessoas fazem parte
do esquema.





O secretário de Segurança de Limeira,
Siddhartha Carneiro Leão, indiciado pela Polícia Federal (PF) por desvio de dinheiro de aprimoramento para a Guarda Municipal
(GM) admitiu nesta terça-feira (7) ter assinado as notas fiscais que
comprovavam a conclusão do curso, mas que não analisou a prestação de contas
porque desconhecia as irregularidades. Na investigação da polícia, são citados
o nome do prefeito afastado Silvio Félix (PDT) e outras duas pessoas que
integravam o esquema.





Leão disse que tomou conhecimento das
supostas fraudes após o início das investigações. “Nunca houve motivo para
desconfiança, só ficamos [sabendo] desse erro durante a execução do projeto em
2010, quando a PF instaurou um procedimento preliminar, nunca nem se pensou
nisso”, afirma Leão.





A prefeitura recebeu do governo federal
R$ 311 mil, entre 2007 e 2009, para o curso que não foi ministrado na íntegra
para os guardas. Eles deveriam ter recebido treinamento sobre direito
administrativo, penal e violência nas escolas.





A empresa MC Psicologia foi contratada
para fazer o serviço, mas foi feita apenas uma avaliação psicológica e curso
para o uso de armas. Como o caso cita o prefeito afastado Félix, que estava na administração
durante as supostas fraudes, os procuradores federais encaminharam o caso para
o Tribunal Regional Federal.





O sindicato dos GMs apresentou um
abaixo-assinado com cem nomes informando que foram realizados os cursos.
Segundo o presidente da categoria André Moisés, assim que descobriram a
irregularidade tentaram conversar com a prefeitura, mas não foram atendidos.





Sobre o despacho da prestação de contas
do convênio, Leão se defendeu justificando a rotina do trabalho e o volume de
convênios assinados pela administração. “Pela minha posição de secretário, é
normal que assine convênios, assine a prestação de contas, mas está sujeito ao
erro sem dúvida nenhuma”, disse. Após os indícios de irregularidades, Leão
disse que suspendeu as avaliações feitas pela empresa.





Em depoimento a polícia, a dona da
empresa de treinamentos Margarete Cárnio disse que recebia orientação do
ex-diretor da Guarda Municipal (GM) Nilton Xavier Ribeiro para o repasse em
dinheiro e cheques na quantia de até 60%. Os dois e o secretário foram
indiciados pela PF e respondem pelos crimes de falsidade ideológica.





Leão afirmou que uma nova empresa foi
contratada e deve começar a trabalhar nas próximas semanas. A prefeitura de
Limeira informou que devolveu, no ano passado, o dinheiro que tinha sido
enviado pelo convênio com a Secretaria Nacional de Segurança.






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