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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Nova tecnologia no combate as drogas.







Avanço da Tecnologia na aérea de combate as drogas.





Da Redação





Aparelho irlandês é usado para realizar análises simultâneas da mesma amostra de urina ou de sangue.


 


É excelente para determinar casos de overdose em usuários de drogas, o uso de entorpecentes por motoristas em acidentes de trânsito e para casos em que os peritos não tenham idéia do que pode estar dentro de uma amostra de sangue ou urina .




Demorou mais de dois meses para que a polícia soubesse a causa da morte do lutador Ryan Gracie, que aconteceu em 15 de dezembro de 2007. O laudo ficou pronto em fevereiro do ano seguinte e apontou para uma mistura indevida de medicamentos, aliada ao consumo de droga.



O médico de Ryan acabou indiciado por homicídio culposo. Da morte do lutador à conclusão do inquérito, foi um processo longo que poderia ter sido abreviado caso São Paulo tivesse um equipamento especial para a identificação de substâncias. Hoje, o problema acabou.


IML SP



O Núcleo de Toxicologia Forense do Instituto Médico Legal do Estado de São Paulo adquiriu neste mês o Randox Evidence Biochip Away Technology. Esse aparelho é o primeiro a ser instalado no Brasil e um dos 40 em funcionamento no mundo.







Peritos estão em treinamento; 


previsão de uso a partir de fevereiro









Pela técnica que utiliza e a comprovada
eficiência, o Randox poderia ter sido usado com sucesso em casos recentes
famosos, como os de Michael Jackson ou Amy Winehouse, em que substâncias
externas causaram as mortes.



O aparelho irlandês é um equipamento que detecta as quantidades exatas de
substâncias presentes no sangue ou na urina de uma vítima, no menor tempo
possível. Hoje, em São Paulo, é possível realizar 50 análises em cinco horas e
meia. Com o Randox, serão 330 no mesmo período, ou, uma por minuto.




Basicamente, ele é usado para realizar análises simultâneas da mesma amostra de
urina ou de sangue, identificando a presença de até 14 grupos distintos de
drogas. Alem disso, tanto o sangue quanto a urina podem ser usados "in
natura", ou, exatamente da forma como foram extraídos, sem a necessidade
de qualquer outro procedimento como a diluição ou a mistura com reagente.





"O aparelho é excelente para determinar casos de overdose em usuários de drogas, detectar o uso de drogas por motoristas em acidentes de trânsito e para casos em que os peritos não tenham idéia do que pode estar dentro de uma amostra de sangue ou urina. Outro benefício é que a máquina trabalha com uma quantidade menor de amostra", explica o perito criminal do IML, Júlio de Carvalho Bonce. "Esse aparelho é de triagem, ou seja, ele afunila o leque de possibilidades e ajuda a determinar os nossos próximos passos", completa.



O Randox ainda não está sendo usado. Por enquanto, os peritos criminais estão passando por treinamentos ministrados por técnicos da Irlanda do Norte (sede da empresa Randox) e da sede brasileira da empresa. A previsão é de que, a partir de fevereiro, o aparelho passe a ser usado em casos cotidianos.




De acordo com Celso Perioli, superintendente da Polícia Técnico-Científica de São Paulo, o investimento feito - de 580 mil reais anuais, que inclui toda a assistência técnica necessária, além dos reagentes usados para análises - será recompensado.




"Esse equipamento representa um aperfeiçoamento nas técnicas de trabalho. Ele é um dos mais modernos do mundo. Com ele, temos resultados mais confiáveis e passamos para outro patamar de tecnologia, superior ao que já tínhamos", ressaltou Perioli.





Secretaria de Segurança Pública de SP

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