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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Segurança de Cachoeirinha nas palavras da FECONSEPRO.









Artigo:
Segurança Pública





Leandro Meireles, presidente da Federação dos
Conselhos Pró-Segurança Pública do RS (FECONSEPRO)





Há anos a sociedade tem clamado por mais
segurança e nos últimos dias tem intensificado este clamor, devido ao disparo
nos índices de violência que assolam o País.





A violência, em diversos níveis, está
dilacerando a sociedade, seja em sua integridade física, seja em sua
integridade moral, em suas posses, ou em suas participações simbólicas e
culturais.





Há um clamor generalizado da sociedade
por mais policiamento nas ruas, pois com isto o cidadão tem uma falsa sensação
de estar seguro, acreditando que a presença do policial vai resolver os
problemas de segurança pública do seu bairro, município ou do País.





Criticamos a falta de policiais nas ruas
e muitas vezes desqualificamos os órgãos de segurança, mesmo em municípios onde
a mais de dois anos não se tem registros de crimes violentos e, colocamos a
sociedade destes mesmos municípios em situação desconfortável em relação às
instituições policiais, as quais mesmo com o baixo efetivo policial não
permitem que aconteçam crimes de alto grau de periculosidade e, quando acontece
é solucionado o mais rápido possível.





Pensamos em ter um grande efetivo
policial para nos dar segurança, mas mesmo que tenhamos um policial em cada
esquina e, que estes venham a prender os criminosos, levando-os a uma Delegacia
de Polícia e se o próprio “delegado fazer o atendimento”, assim mesmo não
estaríamos seguros, hoje a segurança pública esta além de termos um grande
efetivo policial patrulhando as ruas do nosso município.





Um dos fatores que gera a violência e
leva as pessoas a cometerem delitos é a impunidade. Estamos
esquecendo que o poder de polícia é de investigar e prender para apresentar ao
poder judiciário, que este sim tem o poder de punir e retirar das ruas de nossa
cidade o criminoso.





O poder judiciário tem o dever
constitucional de fazer cumprir as leis e no Brasil tem a lei de execução penal
que determina a punição que o Juiz deve condenar o criminoso, que na maioria
das vezes a pena é tão branda que nem preso ele vai e retorna as ruas cometendo
o mesmo delito ou até pior.





A sociedade tem que ser mobilizada para
pressionar os Deputados Federais, os quais detêm o poder de revisar o Código
Penal Brasileiro, para que a Lei de Execução Penal venha punir mesmo os crimes
de furto de loja. O que não podemos fazer é manipular a sociedade com
mobilizações vagas que não resultarão em ações tendo em vista apenas a projeção
pessoal.





Pensar e debater segurança pública
envolve uma série de fatores, trata-se de uma questão muito complexa. Vai do
trabalho cidadão com crianças até a repressão ao crime, sendo este um caminho
muito longo.







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