Artigo: Segurança Pública Leandro Meireles, presidente da Federação dos Conselhos Pró-Segurança Pública do RS (FECONSEPRO) Há anos a sociedade tem clamado por mais segurança e nos últimos dias tem intensificado este clamor, devido ao disparo nos índices de violência que assolam o País. A violência, em diversos níveis, está dilacerando a sociedade, seja em sua integridade física, seja em sua integridade moral, em suas posses, ou em suas participações simbólicas e culturais. Há um clamor generalizado da sociedade por mais policiamento nas ruas, pois com isto o cidadão tem uma falsa sensação de estar seguro, acreditando que a presença do policial vai resolver os problemas de segurança pública do seu bairro, município ou do País. Criticamos a falta de policiais nas ruas e muitas vezes desqualificamos os órgãos de segurança, mesmo em municípios onde a mais de dois anos não se tem registros de crimes violentos e, colocamos a sociedade destes mesmos municípios em situação desconfortável em relação às instituições policiais, as quais mesmo com o baixo efetivo policial não permitem que aconteçam crimes de alto grau de periculosidade e, quando acontece é solucionado o mais rápido possível. Pensamos em ter um grande efetivo policial para nos dar segurança, mas mesmo que tenhamos um policial em cada esquina e, que estes venham a prender os criminosos, levando-os a uma Delegacia de Polícia e se o próprio “delegado fazer o atendimento”, assim mesmo não estaríamos seguros, hoje a segurança pública esta além de termos um grande efetivo policial patrulhando as ruas do nosso município. Um dos fatores que gera a violência e leva as pessoas a cometerem delitos é a impunidade. Estamos esquecendo que o poder de polícia é de investigar e prender para apresentar ao poder judiciário, que este sim tem o poder de punir e retirar das ruas de nossa cidade o criminoso. O poder judiciário tem o dever constitucional de fazer cumprir as leis e no Brasil tem a lei de execução penal que determina a punição que o Juiz deve condenar o criminoso, que na maioria das vezes a pena é tão branda que nem preso ele vai e retorna as ruas cometendo o mesmo delito ou até pior. A sociedade tem que ser mobilizada para pressionar os Deputados Federais, os quais detêm o poder de revisar o Código Penal Brasileiro, para que a Lei de Execução Penal venha punir mesmo os crimes de furto de loja. O que não podemos fazer é manipular a sociedade com mobilizações vagas que não resultarão em ações tendo em vista apenas a projeção pessoal. Pensar e debater segurança pública envolve uma série de fatores, trata-se de uma questão muito complexa. Vai do trabalho cidadão com crianças até a repressão ao crime, sendo este um caminho muito longo. |
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Segurança de Cachoeirinha nas palavras da FECONSEPRO.
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