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sábado, 27 de agosto de 2011

Trânsito mata mais de 1,2 milhão de pessoas por ano.













Por:


Luiz
Flávio Gomes
 


Diretor
geral dos cursos de Especialização TeleVirtuais da LFG. Doutor em Direito Penal
pela Faculdade de Direito da Universidade Complutense de Madri (2001). Mestre
em Direito Penal pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo USP
(1989). Professor de Direito Penal e Processo Penal em vários cursos de
Pós-Graduação no Brasil e no exterior, dentre eles da Facultad de Derecho de la
Universidad Austral, Buenos Aires, Argentina. Professor Honorário da Faculdade
de Direito da Universidad Católica de Santa Maria, Arequipa, Peru. Promotor de
Justiça em São Paulo (1980-1983). Juiz de Direito em São Paulo (1983-1998).
Advogado (1999-2001). Individual expert observer do X Congresso da ONU, em
Viena (2000). Membro e Consultor da Delegação brasileira no 10º Período de
Sessões da Comissão de Prevenção do Crime e Justiça Penal da ONU, em Viena
(2001).


Mariana
Cury Bunduky


Advogada e Pesquisadora do Instituto de Pesquisa e Cultura Luiz
Flávio Gomes


.





De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde, os acidentes
de trânsito são responsáveis pela morte de mais de 1,2 milhão de pessoas no mundo por ano.





O número de feridos é ainda mais
estarrecedor, alcançando o patamar de 50
milhões
 de pessoas.





Deste cenário caótico, o Brasil não fica
de fora, já que aparece em 3º lugar entre os países que mais matam no trânsito
no mundo (só em 2010 morreram 38.912 pessoas).


Dentre fatores de risco ao trafegar
foram constatados cinco principais: dirigir embriagado, conduzir com excesso de
velocidade, não utilizar o capacete, o cinto de segurança e a cadeirinha para
crianças.





Dos 178 países analisados, menos da
metade legisla sobre esses fatores e apenas 15% deles têm leis consideradas
completas. Menos de 60 (1/3) deles possuem uma estratégia nacional de segurança
viária patrocinada e apoiada pelo governo.





Hoje os acidentes de trânsito ocupam a
9ª posição nas causas de mortes em todo o mundo, ficando atrás ainda de mortes
causadas pelo câncer e pelo vírus do HIV. Mas as pesquisas apontam que o
problema irá crescer.





Segundo uma projeção da Organização
Mundial de Saúde, em 2030, eles serão a 5ª maior causa de mortes no planeta,
representando 3,6% delas, atrás apenas das doenças cardiovasculares (12,2%),
das doenças cerebrovasculares (9,7%), das doenças pulmonares crônicas (7%) e
das infecções respiratórias (3,6%).





Por todos esses motivos, em março de
2010 a Assembléia Geral das Nações Unidas proclamou o período de 2011 a 2020
como a Década da Ação
para Segurança Viária
.


Eis o estímulo que o Brasil precisava
para enfrentar resolutamente o problema, promovendo um pacto nacional de
prevenção de mortes no trânsito.







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