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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

SIMCA 2011, vá de 2 para não cair de 4.


É hora de mudanças, vamos começar pela nossa casa!











SIMCA,
UM OLHAR CRÍTICO
.





Por: Prof. Gilvan


Gilvan é professor
concursado, leciona no Município desde 1994 e formado em História e Direito e pós-graduado
em Ensino Religioso. Não possui filiação partidária nem tampouco recebe FG. Não
tem qualquer ligação pessoal com o Prefeito ou qualquer outra representante do
Executivo.




         
O papel do Sindicato é fundamental não apenas na conquista e proteção dos
direitos dos trabalhadores. É imprescindível, também, na manutenção da
Democracia, seja como fiscalizador, seja como promotor de ações críticas
capazes de fazer frente aos desmandos e injustiças nascidos das relações de
poder, relações estas não raras vezes marcadas pela pérfida tentativa de
submeter as classes menos favorecidas à ignorância, subserviência e apatia.
Assim reforça-se e perpetua-se a desigualdade socioeconômica que tem maculado a
história deste país.




         
Os servidores públicos municipais de Cachoeirinha, ao longo dos anos, vêm
conquistando importantes espaços e sedimentando direitos imprescindíveis não
apenas na qualificação dos serviços prestados à população, mas também direitos
necessários à melhoria da qualidade de vida de todos os municipários. Nesta
empreitada, tem sido fundamental a participação do SIMCA, como entidade
representativa. Todavia, percebe-se que, por outro lado,  nosso sindicato
vem sendo acometido de alguns males e vícios que, na prática, enfraquecem a
classe por ele representada. Destaca-se, por exemplo a dificuldade que a atual
gestão vem enfrentando em dialogar com o Executivo (Prefeito), dificuldade esta
que nasce da "pessoalização" das relações. Ora, nossa luta não é
contra a pessoa do Vicente Pires e nem tampouco contra este ou aquele partido
político, seja ele da "situação" ou "oposição". Nossa luta
é contra as estruturas de poder que permeiam todos os partidos, pois que na
prática agem de forma semelhante, distanciando discurso e prática, lançando mão
de "negociatas" e trocas de favores muitas vezes obscuras. Nossa luta
é contra todos que usam a "máquina" pública em benefício próprio.
Sim, contra as relações de poder que avassalam muitos de nossos colegas,
tornando-os marionetes a tremularem, sem nenhuma convicção, bandeirolas
partidárias em troca de algum aparente privilégio ou da garantia (nem sempre
cumprida) da manutenção de seu Cargo de Confiança (CC) ou de sua Função
Gratificada (FG). Outro sério problema é a perpetuação no poder por parte da
Presidente do SIMCA. Apesar de "legal" (há previsão no estatuto para
isso), é imoral. Ora a falta de oxigenação e de revezamento no poder sempre foi
uma característica da ditadura, não da democracia. Faz-se urgente a alternância
de pessoas à frente do SIMCA. Nem os Generais do período ditatorial (1964 -
1985) tiveram mandatos tão longos... Necessário é que se promova a formação de
novas lideranças, que se incentive a participação efetiva dos servidores nos
fóruns de discussão, que se construa uma rotina de reflexão junto às escolas,
postos de saúde e todas as outras unidades assistidas pelos municipários.
Mister é que se otimize o importante papel dos "delegados", fazendo
deles verdadeiros investigadores do diálogo, da discussão e da elaboração de
demandas. Infelizmente nos últimos anos, a "comunicação" entre SIMCA
e os trabalhadores tem se restringido a um "informativo" (jornal). É
pouco, muito pouco.




          Deseja-se um
sindicato mais atuante, com maior capacidade de diálogo, mais aberto à participação,
que democratize o acesso de todos os servidores às funções de Diretoria. Um
sindicato que se proponha, de fato, a formar e qualificar lideranças.
Pretende-se um sindicato mais transparente, mais criterioso no gasto dos parcos
recursos disponíveis. Um sindicato que resgate o verdadeiro papel de uma
entidade de classe. Luta-se por um sindicato de olhar multifacetado, atento às
questões não apenas trabalhista, mas ambientais, culturais, entre outras. Um
sindicato que contribua na construção de Um Município melhor, menos injusto e
desigual.




          Ante o exposto,
optei por compor com outras colegas (das mais diversas secretarias) uma chapa
que represente uma alternativa à chapa 1, composta pela atual Direção. Espero
poder contribuir no embate de ideias e na construção de um sindicato que venha
ao encontro das reais necessidades dos servidores. Não teria aceito o desafio, se
não fosse o sentimento de abandono que percebo por parte de muitos outros municipários.
Não queremos alguém que, às vezes sem o preparo e polidez necessários, fale em
nosso nome sem antes promover um amplo e representativo debate. Firmeza e
convicção não se confundem com desrespeito. A "cara" do sindicato
deve ser a mesma dos servidores. Somos uma categoria formada por homens e
mulheres que labutam com afinco, que "mata" um leão a cada dia, que
não se dobra frente ao descaso e incompetência do poder público cada vez mais
desassistido.





Boa
eleição a todos.






Vote Chapa 2 para as eleições do SIMCA!!











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