Seja muito bem vindo ao blog

domingo, 12 de junho de 2011

População de Cachoeirinha clama por segurança!!!



O que você lerá agora mostra o mau aproveitamento do serviço público. Somos mais ou menos oitenta Guardas Municipais formados pela Matriz Curricular da SENASP em Cachoeirinha, um efetivo quase igual ao do Estado em nosso Município, mas mal aproveitado.




Conforme divulgado pelo Secretário de Segurança, o Município vem sendo agraciado com verbas Federais, as duas últimas que vieram uma de R$ 1.400.000,00 e outra de R$ 400.000,00, ambas para aparelhamento da Guarda Municipal, fora outras, que não mencionarei, pergunto: pra quê?


As Guardas Municipais podem desenvolver várias atribuições dentro do Município, desde que seus governantes estejam cientes e capacitados para desenvolver planos de governo, propondo políticas públicas realmente viáveis, não criando fatos e mitos.


Se a Guarda Municipal de Cachoeirinha desempenhasse seu papel de acordo com as diretrizes do Ministério da Justiça, contribuiria muito com a segurança de nossa comunidade e nossa cidade não estaria sempre nas manchetes dos jornais, pois a Segurança Pública é uma atividade exclusiva do Poder Estatal, onde é determinado que a União, os Estados Membros, o Distrito Federal e os Municípios, tem o dever legal de fornecer uma prestação de serviço de qualidade, diminuindo desta forma a insegurança do cidadão.


GM Torres


Abaixo uma reportagem a respeito da insegurança em Cachoeirinha.



Jardim do Bosque faz cobranças em audiência pública.


Autoridades da área de segurança foram ao bairro ouvir reivindicações da comunidade
 Autoridades da área de segurança foram ao bairro ouvir reivindicações da comunidade
Secretário de Segurança prometeu instalação de Câmera de Videomonitoramento.


Fotos Roque Lopes
Roque Lopes | ClicTribuna


Moradores do Jardim do Bosque fizeram duras críticas à Brigada Militar e cobraram providências das autoridades com relação a uma série de assaltos e arrombamentos que assolam o bairro. As cobranças foram feitas na sexta-feira à noite, durante audiência pública promovida pela Comissão de Segurança da Câmara de Vereadores na escola Jardim do Bosque. Cerca de 60 pessoas, todas com uma história para contar, lotaram a sala de reunião improvisada no refeitório do educandário. Elas saíram do encontro com a promessa de que uma câmera de videomonitoramento será instalada no bairro e de que a comissão do Legislativo tentará buscar soluções para que o policiamento melhore no bairro.


O encontro também serviu para deixar claro que o efetivo da Brigada Militar na cidade está pela metade. Boa parte dos soldados que se formaram no ano passado já deixaram o batalhão, rumando para seus municípios de origem. Nas delegacias de polícia não é diferente. Mais de 20 mil inquéritos tramitam e o número de funcionários não chega a 50% do necessário.


Na audiência pública os moradores tiveram a oportunidade de fazer perguntas e todos começaram as manifestações relatando histórias de arrombamentos e assaltos. Luiz Wagner Neto Azevedo, 24 anos, contou que mora há 7 meses no bairro e tem a incrível marca de ser vítima de um arrombamento por mês, na média. “Uma vez, à tarde, eu liguei para a Brigada Militar. O ladrão estava dentro de casa e disseram que não poderiam ir. Outra vez também liguei e disseram que estavam indo. Estou esperando até hoje”, reclama. Clóvis Silva seguiu na mesma linha de bater na Brigada. “Ao redor do posto de saúde tem um mato que serve de abrigo para marginais. A gente chama a viatura e nunca aparecem.”
Morador Josué Jahn já foi vítima de 7 arrombamentos
Josué Jahn relatou que já foi vítima de 11 ações dos marginais. “Em sete vezes eles conseguiram entrar na casa. Investi mais de R$ 10 mil em segurança. Eu quero saber porque a ações das forças de segurança é tão falha aqui no bairro”, questionou. Mara Santos seguiu na mesma linha. “Moro há 11 anos no bairro e sempre foi assim. Um dia eu presenciei um assalto em frente da minha casa e a Brigada Militar não apareceu, apesar de avisada. A gente quer soluções”, salienta.






O morador Vilmar Pereira também relatou que o mato ao lado da escola é usado como motel e local para uso de drogas sem que as autoridades tomem providências. “A Brigada Militar está deixando a desejar. É um desrespeito o que estão fazendo”, desabafa. A comerciante Loeci Santos, que tem um comércio no bairro, mas mora em Gravataí, diz ter pena dos moradores. “Os ladrões roubam até janelas e portas. As pessoas chegam em casa e encontram tudo revirado. A comunidade está fazendo um pedido de socorro”, avisa.
Capitão da BM, Derli Gonçalves, diz que falta efetivo
Somente três viaturas atendem toda a cidade


O capitão Deri Gonçalves, do 26 BPM, explicou aos moradores que nem sempre uma viatura poderá ser deslocada para o atendimento de chamados tendo em vista uma série de fatores. A corporação tem hoje 12 viaturas, que são divididas em quatro turnos. “Temos 103 pessoas no efetivo sendo que 50 são para o policiamento ostensivo. É a metade do necessário. Então, conseguimos ter de três a quatro viaturas por turno de trabalho. Para aumentar o número de viaturas é necessário aumentar o efetivo”, destaca. 
Ele explicou que a cada flagrante é necessário levar envolvidos até a Delegacia de Pronto Atendimento, em Gravataí, e que o processo de registro é demorado. Então, chega a acontecer de a cidade ficar sem policiamento quando acontecem três ocorrências que necessitem da intervenção da Brigada. A solução para isso? Aumento do efetivo e alguma ação para tentar mudar o quadro de os flagrantes terem de ser apresentados em Gravataí, no Parque dos Anjos, distante quase 20 quilômetros do centro de Cachoeirinha. É um assunto para a comissão da Câmara, segundo o vereador Marco Barbosa. “O que ouvimos na audiência vamos encaminhar para autoridades e ficar cobrando soluções. Isso já fazemos desde 2009 e tem dado resultado”, explica.


Bebê morto e uma arma na cabeça dentro de casa


Enquanto Deri dava explicações, o morador Luis Vidal fazia intervenções. No dia que encontraram um bebê morto em um terreno baldio no bairro, relata, ele viu assaltantes invadirem a casa da família. “Colocaram uma arma na cabeça do meu genro e do meu neto. Eu vi os ladrões saindo e liguei para a Brigada Militar. Estavam todos no caso do bebê morto. Mas para que isso? A criança já estava morta mesmo. O que custava deslocar uma das duas viaturas que estavam no local para pegar os bandidos”, reclamou, revoltado.


Câmera está garantida


O secretário de Segurança, Airton Espíndola, disse que uma câmera de segurança será instalada no bairro. “Em setembro temos a avaliação de um ano do sistema de videomonitoramento. São 32 câmeras. Nesta avaliação vamos verificar a necessidade de mudar algumas. Com certeza, aqui no Jardim do Bosque vamos implantar uma Câmera. O prefeito me pediu para dizer isso aqui nesta audiência pública. Agora, temos que avaliar em qual local ela será instalada”, disse.


Espíndola fez um relato dos investimentos que o município tem feito na área de segurança. São repasses financeiros para o Conselho Pró-Segurança Pública, usado na manutenção das delegacias e Brigada Militar, aquisição de sete viaturas para a Guarda Municipal, compra de equipamentos para os policiais, e a destinação de um guarda por escola, entre outros. O secretário ainda revelou dois telefones que a comunidade pode usar para pedir socorro. Um é o da Patrulha Escolar, que pode ser acionada para casos que envolvam estudantes e escolas. Pelo 9607.8967 é possível falar diretamente com os patrulheiros.


O outro telefone é o da patrulha comunitária. O celular é 9607.8941. Ela não age em casos de assaltos e arrombamentos, pois os criminosos podem estar armados e os policiais não dispõe de equipamentos para um enfrentamento. Mas a patrulha pode auxiliar em uma ação articulada com a Brigada Militar.
Vereador Marco Barbosa diz o que vai fazer
As providências que serão tomadas


O vereador Marco Barbosa, que preside a comissão de Segurança do Legislativo, explica que a partir da audiência pública serão tomadas providências para que haja uma mudança no quadro. Algumas questões são mais simples de serem resolvidas, como a instalação da câmera de videomonitoramento, o cercamento da escola e a busca de uma solução para acabar com o uso de drogas e prostituição em mato próximo do posto de saúde. Outros pontos são mais complicados e dependem de pressão política. É o caso do aumento do efetivo da Brigada Militar e de funcionários nas delegacias de polícia. “O que a comunidade cobra fica formalizado através da audiência pública e o documento originado deste encontro serve como demonstrativo de uma necessidade real e palpável que temos”, explica.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 13.022, DE 8 ...