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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Inovação nas GM's do litoral paulista.









Guarujá vai criar Guarda Marítima





Pode sair de Guarujá – um dos municípios
da Baixada Santista em que existem mais abusos relacionados aos jet-skis – a
alternativa mais viável para inibir irregularidades relacionadas à prática da
modalidade e, ao mesmo tempo, acabar com a suposta inoperância da Marinha de
Brasil, que tem obrigação, mas não vem conseguindo fiscalizar as quase 17 mil
motos aquáticas que circulam pelo litoral paulista.





A proposta é a criação do Pelotão de
Guarda Marítima, viabilizado por um convênio entre a Prefeitura de Guarujá e a
Capitania dos Portos, que teria efetivo e equipamentos capazes de rondar os
principais pontos das praias em que existem abusos.





Mas a ideia não partiu do Executivo, mas
sim, da Câmara de Vereadores, por intermédio da indicação do vereador Ronald
Nicolaci (PDT) – tenente reformado da Polícia Militar do Estado de São Paulo e
ex-comandante da Guarda Municipal do Município. A proposta está sob análise e
deve ser encaminhada à Prefeitura. “A Marinha do Brasil não funciona”. Pelo
menos no que diz respeito à fiscalização de moto aquática.





O pelotão seria o primeiro passo para
resolver um problema que vem há anos levando perigo a banhistas, muitos vítimas
de condutores irresponsáveis, que por terem alto pode aquisitivo e por não
sofrerem qualquer fiscalização, colocam em risco a vida das pessoas”, disse o
vereador, no intervalo da sessão do dia 28, quando sua proposta foi
apresentada.





Nicolaci revela que nunca viu a Marinha
fiscalizar embarcação alguma. “Só acontece algum tipo de represália quando
ocorre acidente grave, divulgado na Imprensa. Aí, sim, você vê a Marinha se
movimentar. Se a instituição (Marinha) não consegue agir, tem que buscar
alternativa para fiscalizar. Hoje, o parceiro pode ser o município”, acredita,
ressaltando que a Guarda Municipal pode ser treinada para fiscalizar e aplicar
multas, como acontece no transporte urbano.





Sobre a nova norma da Marinha, que
estabelece prova prática para dirigir jet-skis, a partir de 2 de julho, o
vereador foi taxativo: “a norma aponta uma evolução, mas é lógico que o
controle e a prova prática deveriam ser feitos pela Marinha. Não adianta passar
a responsabilidade para as empresas, pois vão acorrer irregularidades, como a
venda de atestados de realização de provas. Quem tem esse tipo de embarcação,
tem poder aquisitivo alto”, insinua.





Para Nicolaci, a Marinha do Brasil tem
que auditar as empresas, as provas e tudo que se relaciona com a compra e venda
e utilização de embarcações. “As empresas poderiam ensinar a dirigir, mas a
prova prática teria que ser realizada sob supervisão direta da Marinha. A ideia
é termos melhores condutores de motos aquáticas para termos menos acidentes”.





Fonte: Blog Guarda Marítima



Estado fará uma pesquisa na área de segurança.







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