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domingo, 10 de julho de 2011

A TRANSFORMAÇÃO DE SINDICATOS EM REDUTOS POLÍTICOS:

PARA QUE SERVE E A QUEM SERVE AS 

ORGANIZAÇÕES SINDICAIS?



Que este comentário sirva de lição aos que acham que os SINDICATOS ou ASSOCIAÇÕES são trampolins pra politiqueiros de quinta categoria que não são capazes de se manter e usam nossas entidades para tal!!!!!!


GM Torres





 
Professor João Alexandre


Como professor, sempre procuro fazer reflexões sobre o porquê das coisas. Tudo existe e se movimenta com uma finalidade. Para que existem as leis? Os tribunais, as delegacias, o crime, a violência, as guardas municipais e principalmente “o” Guarda Municipal. São reflexões que servem até para valorar as coisas. Para que servem os partidos políticos? E finalmente para que serve um SINDICATO e a quem serve um PRESIDENTE DE SINDICATO. Tudo isso nos leva a entender que um sindicato deve sim ser politizado, envolvido com a política negocial e acima de tudo deve estar filiado a uma central sindical, onde seu poder de negociação e de resultados se potencializa e contribui para o sucesso das ações pretendidas. Agora, o que não deve é um sindicato se transformar num ramal ou sub sede de parido político e nem seu presidente num ativista partidário, esquecendo-se do seu papel e abandonando aqueles a quem deveria servir. Isso serve para quem está no poder ou nele queira entrar.


Digo isso de maneira muito confortável, pois a história mostra que a custa de um sindicato, seu representante pode até virar presidente de um país. Mas dentro do processo político e da ganância, às vezes é preciso “vender” todo um projeto sindical e até a própria categoria para benefício próprio. Especificamente em segurança pública municipal, há necessidades que precisam ser negociadas e revistas por parte tanto do gestor quanto da própria entidade sindical. O avanço da atividade delegada, o planejamento de greves, as legislações e portarias em vigor que em muito dificultam a vida de que está lá na ponta da linha executando as operações. Tem muito a ser feito, conquistado e revisto. O que precisamos para que essas conquistas aconteçam é que surja um sindicalismo melhor, mais corajoso, menos político partidário e mais inteligente nas relações de poder no âmbito do serviço público. Precisam os associados de um sindicato presente, que busque a valorização “do” guarda municipal enquanto pessoa humana. Viaturas, coletes, armas são somente acessórios... nada funciona sem que o ser humano guarda municipal possa operá-los; então o foco de todo e qualquer sindicato deve ser sempre a pessoa humana que é obviamente seu associado. Novos tempos, novos valores e, portanto uma nova forma de fazer sindicalismo se impõe urgentemente.


Espero sinceramente que consigamos a oportunidade de demonstrar isso a todos àqueles que confiarem em nós. CHAPA 2 – CD Villas Boas. Mais que oposição a essa situação sindical, a certeza de trilharmos um novo caminho. Faça parte desse novo projeto VOTE CHAPA 2






sábado, 9 de julho de 2011

AUTORIZAÇÃO DA JUSTIÇA PARA PORTAR ARMA FORA DO HORÁRIO DE SERVIÇO

Quando será que poderemos deixar o serviço em segurança?


GCM DE SÃO CAETANO DO SUL CONSEGUE AUTORIZAÇÃO DA JUSTIÇA PARA PORTAR ARMA FORA DO HORÁRIO DE SERVIÇO
  
A Justiça autorizou o porte de arma de fogo particular aos guardas-civis de São Caetano, fora do horário de serviço. Na decisão do habeas corpus preventivo, em caráter de liminar, a juíza da 2ª Vara Criminal da cidade, Milena Dias, apontou que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo "tem reconhecido a inconstitucionalidade" do artgo 6º, inciso 4º, da lei federal 10.826/03.


A legislação proíbe que os integrantes das guardas civis municipais de cidades com mais de 50 mil e menos de 500 mil habitantes, caso de São Caetano (cerca de 152.093 moradores), utilizem arma de fogo fora do expediente de trabalho. O Ministério Público pediu pelo indeferimento da liminar.


Para a juíza, a restrição fere os princípios constitucionais da isonomia e proporcionalidade. Ou seja, os guardas-civis municipais estão autorizados a utilizar arma de fogo quando em serviço. "Não me parece razoável a proibição do porte após o horário de serviço, unicamente em função do número de habitantes do município", afirmou.


A magistrada ainda acrescentou que "a criminalidade de uma cidade não se mede pelo número de habitantes, em especial no caso de São Caetano, situado em Região Metropolitana e encravado entre os municípios de São Paulo, Santo André e São Bernardo", locais onde os integrantes das GCMs estão livres da restrição.


O secretário de Segurança de São Caetano, Moacyr Rodrigues, afirmou que se tratava de antiga reivindicação da corporação - hoje composta por 400 guardas-civis municipais. Desde sua origem, os agentes de segurança trabalham armados e uniformizados.


Sem o aparato legal, os guardas-civis, fora do horário de trabalho, poderiam ser presos em flagrante por porte ilegal de arma. O que agora não mais ocorrerá. Indagado sobre o motivo da reivindicação, Rodrigues apontou que a corporação faz um trabalho de policiamento preventivo. "É uma forma de os guardas garantirem a própria segurança e também dos familiares", afirmou.


Vale ressaltar que as armas utilizadas fora do expediente devem ser de uso particular e devidamente registradas. "Os guardas afastados ou de licença médica estarão impedidos, nesse caso", disse o secretário, procurador de Justiça aposentado.


Rodrigues não soube informar o número de guardas que constam da lista para uso da arma fora do serviço. A relação será enviada aos comandos das polícias Militar e Civil da região.


OUTRAS CIDADES


As prefeituras de Santo André (673.914 habitantes) e São Bernardo (cerca de 765 mil), com população acima de 500 mil moradores, confirmaram que obedecem os requisitos da legislação. São Bernardo tem convênio firmado com a Polícia Federal desde 2009, órgão responsável pela concessão de portes de armas funcional e particular. Nenhuma administração informou o número de efetivos das corporações. SC900,115


Ribeirão Pires também conseguiu autorização judicial


Ribeirão Pires também foi contemplada com decisão judicial favorável e que permite o uso de arma de fogo do guarda-civil municipal fora do horário de expediente.


Com população estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 112.011 habitantes, o juiz da 1ª Vara Criminal de Ribeirão Pires, José Wellington Bezerra da Costa Neto, concedeu o habeas corpus preventivo, também conhecido como salvo-conduto. A decisão vale desde 10 de janeiro.


Diadema (386 mil habitantes) informou que a Guarda Civil Municipal tem autorização da Polícia Federal para o porte de arma em serviço. E que existem "pedidos individuais
dos guardas para emissão de porte de arma particular".


Mauá (417.458) e Rio Grande da Serra (41.602) não responderam, embora a última cidade não possua GCM.


Prefeitura faz concurso público para 87 vagas na corporação


A Prefeitura de São Caetano, por meio da Secretaria de Segurança, abrirá concurso público para 87 vagas efetivas na Guarda Civil Municipal - sendo 68 para homens e 19 para mulheres.


Para o cadastro de reserva, serão 50 no total, das quais 39 são destinadas aos homens e 11 às mulheres. Hoje, a corporação possui 400 integrantes, segundo o secretário Moacyr Rodrigues. "Nosso efetivo gira em torno de 500, por isso a necessidade do concurso", justificou.


O edital será publicado nos próximos dias. As inscrições ocorrem em julho e a prova (primeira fase) será em agosto.


GUARDA CIVIL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS É VALORIZADA PELO PREFEITO EDUARDO CURY

Valorização profissional, quando acontecerá com a gente!!!!! 




NOVAS VIATURAS, PORTE DE ARMA 24 HORAS e CONCLUSÃO DE CURSO
 NOVAS VIATURAS MODELO VECTRA PARA A GCMSJC
 
Hoje pela manhã (07.07.2011), a Guarda Civil Municipal de São José dos Campos, recebeu 20 novas viaturas GM Vectra, modelo "Elegance", rodas de liga leve, aro 19, pneu radial, vidro e travas elétricas, ar condicionado, direção hidraulica progressiva, sinalizador acústico visual com drive de sirene de 150 Watts, motor 2.0 "flex", quatro portas, com grafismo totalmente remodelado e com o novo escudo de armas da Corporação, o investimento nessas viaturas foi considerávelmente alto, superou a marca de R$ 1.000.000,00, em breve a Guarda Civil Municipal também deve receber uma Unidade de Video Monitoramento Móvel, a viatura já está em fase de adaptações técnicas para integrar a nova frota, noticio também a entrega a cerca de trinta dias de 10 novas motocicletas Honda, modelo XRE 300, os veiculos e motocicletas antigas com média de dez anos de uso, estão sendo avaliadas e serão reformadas para servirem de reserva ou baixadas no Almoxarifado da Prefeitura Municipal.
 
INVESTIMENTOS DE MAIS DE R$ 1.000.000,00
RETORNO NA QUALIDDE DE VIDA DA POPULAÇÃO
"SEGURANÇA É VIDA"


A aquisição de viaturas, motocicletas e unidade de video monitoramento, bem como a reforma fisica das oito Inspetorias da GCM e a aquisição de mobiliários e equipamentos de informática para todas elas, faz parte do "Programa de Valorização Profissional e Institucional da Guarda Civil Municipal de São José dos Campos", outra boa noticia foi a promoção ao cargo efetivo de 1ª Classe dos optantes pelo regime da Lei Complementar 359/2008.  -Com um Comando de carreira e a ação imediata da nossa Secretária Marina de Fatima de Oliveira e do Prefeito Eduardo Cury a Guarda Civil deu um salto de qualidade em todos os aspectos a "estrutura" tornou-se profissional e recebeu investimentos continuos desde o inicio de 2009, a Secretária Marina é muito atuante e tem carinho especial pela nossa Corporação, cobra posicionamentos e atitudes dos Guardas Municipais e da Guarda Municipal, mas investe e reconhece o trabalho, graças ao trabalho da Secretária junto ao Senhor Prefeito, hoje temos atribuições de "Policia Administrativa", atuamos em todas as Regiões da cidade, podemos orientar, notificar, multar, fazer a apreensão de mercadorias e até interdições de atividades se for o caso, ganhamos respeito. 
 
INTREGANTES DA ALA DE HONRA DA GCMSJC


Outro ponto de destaque foi a formatura da 4ª turma do Curso Guarda Cidadã, agora temos 186 Guardas Civis Municipais com capacitação continuada em assuntos relativos as técnicas policiais e ciencias humanas, a formação é multidiciplinar e abrange várias áreas de conhecimento para o dia a dia dos Guardas Civis Municipais, a carga horária do Curso Guarda Cidadã é de 80 horas, incluindo Defesa Pessoal, Redação, Ordem Unida, Ordem Pública, Meio Ambiente, Etiqueta Profissional, Direitos Humanos, Polícia Comunitária, Técnicas Operacionais e Resoluções da ONU para encarregados da Aplicação da Lei e da Ordem, estamos formando a Policia Administrativa de fato e de direito, o Guarda Civil Municipal saí do curso com nova visão do que é Guarda Municipal e suas atribuições, o curso todo é coordenado pelos Inspetores da Guarda Civil Municipal e aplicado dentro das dependencias da Corporação, a sala tem espaço para 60 alunos, ar condicionado, data show, notebook, tratamento acústico e termico, conforto total para os Alunos e Instrutores.
  
ENTREGA DOS PORTES DE ARMA DE FOGO 24 HORAS AOS GCM
ENTREGA DOS CERTIFICADOS DO CURSO GUARDA CIDADÃ AOS GCM


Foram entregues 20 Portes de Arma de Fogo 24 Horas, do total de 82 emitidos no 1º Lote de Portes de Arma de Fogo 24 horas, oriundos do Convênio com a Policia Federal, os GCM poderão portar tranquilamente e dentro da lei suas armas de fogo nas 24 horas do dia, foi um caminho longo até chegarmos ao Porte de Arma 24 horas, foram muitas indas e vindas, estudos e pesquisas, mas conseguimos fechar a questão, nossa equipe de profissionais é forte e trabalha unida em torno da nossa causa, costumo dizer que "puxamos todos do mesmo lado", quem puxar do lado contrário acaba ficando sozinho e a pé.
  
CHEGADA DO GRUPAMENTO DE APOIO OPERACIONAL
GUARDA BANDEIRA DA GCMSJC, PERFEIÇÃO NOS DETALHES E NA MARCIALIDADE


As solenidades na Sede da Guarda Civil Municipal são marcadas pelo cerimonial muito bem elaborado e descrito, a presença de autoridades civis e militares é outra caracteristica muito forte, a marcialidade, os cantos, hinos e dobrados são muito valorizados, isso demonstra que não estamos esperando acontecer, nos fazemos acontecer, na data de hoje por exemplo o Coronel PMESP Hollywood G. Marins, profissional que comandou o CFAP, EFS Pirituba e Academia do Barro Branco esteve presente na solenidade e quando chamado a falar aos integrantes da "Ala de Honra da GCMSJC", teceu elogios pela forma profissional como se apresentaram e marcaram a solenidade, elogios vindo de profissional desse gabarito é uma injeção de ânimo nas veias dos nossos Milicianos Municipais, presentes na cerimonia representantes do Exército Brasileiro, PM, Bombeiros, Polícia Civil, Poder Judiciário, Ministério Público e Policia Federal, a GCMSJC faz e faz bonito, tem Comando, Subcomando, Regionais, Inspetores e Classes Distintas de carreira, é GCM fazendo GCM.
  
PREFEITO EDUARDO CURY PASSA EM REVISTA AO DISPOSITIVO GCM SOB O COMANDO DO INSPETOR DEVAIR
MESTRE JOSÉ CARLOS DA SILVA, SR. CARLOS, INSPETOR REGIONAL ELVIS E GCM EDUARDO FRANCISCO COM SUA FILHA


Fonte:  
NORBERTO MACHADO CURVELLO NETTO
CMTE DA GUARDA MUNICIPAL DE CRUZEIRO

 http://guardacivilmunicipalcruzeiro.blogspot.com/

Uso de tornozeleira eletrônica é apenas o recomeço.

Do controle do corpo ao controle da alma; do controle da alma ao controle do corpo, da moral, do caráter, da dignidade e de todo resto.






Denival Francisco da Silva
Mestre em Direito pela UFPE, professor da Universidade Católica de Goiás (UCG), juiz de Direito em Goiânia (GO)


O próprio Estado pratica bullying ao fazer com que os presos em regime semi-aberto utilizem tornozeleiras eletrônicas em suas saídas. Não se trata de objetos pequenos e discretos, mas extremamente visíveis (propositadamente), de modo que inibem o usuário de sair em público, para não ser vítima de preconceitos, discriminação ou de nova criminalização, porque sempre será visto como criminoso em potencial. Ou o fim da tornozeleira é fazer o controle de uma prisão domiciliar?


A ressocialização, mito incrustado na doutrina penal, conquanto raramente admitido como projeto fracassado (se é que alguma vez na história fez parte de um verdadeiro projeto, senão de segregação e de separação de uns poucos – "pessoas de bens" – de outros tantos?), prevista como um dos fins da pena é ideia que se renova com modelos diferentes. Se a prisão acaba por entregar ao indivíduo o dever de "emenda", em ambiente completamente promíscuo e desagregador, servindo de levante a revolta e estrangulamento definitivo do pouco que ainda possa restar no seu caráter, sendo por isso instrumento para justificar os nossos preconceitos e a mística inefável de uma sociedade perfeita, dá-se agora ao condenado certa autonomia, desde que este não peça de nós outros aceitação.


A tornozeleira é aparentemente forma mais digna de cumprimento da pena, conquanto não se possa esquecer que toda segregação de liberdade atinge a dignidade. Não existe dignidade "meia-boca" – é transformar o ser humano num animal rastreado. O fim é segui-lo passo a passo até o abatedouro, ou num veículo de carga vigiado por radar, com rotas e horários previamente estabelecidos. E qualquer mudança de itinerário importará no acionamento de alerta e ordem de captura.


Seja no imaginário do animal rastreado, seja na perspectiva do veículo com GPS – bens de posse de algum ser humano –, haverá sempre a certeza de que numa questão de tempo, o monitorado será trancafiado novamente em virtude de algum deslize, fato que servirá para justificar a incapacidade ressocializadora do condenado.


Não se trata de políticas ou doutrinas equivocadas, porém de ações certeiras para fins não propriamente declarados. Desde que o Estado assumiu o monopólio do poder punitivo, tem enfrentado o dilema da sanção, não obstante seja clara a importância deste controle como forma não exatamente de apaziguamento de conflitos sociais, mas de retenção de muitas das demandas e insurgências em face da subjugação de uns pelos outros. Ao final, vale a força daqueles que definem as linhas políticas de comando.


Nesta perspectiva, Focault (Vigiar e Punir) ao levantar o histórico da pena de prisão, salienta que quando a prisão passou a ser modalidade de punição por excelência, apenas houve uma mudança do modo de dominação sobre o outro. Abandonamos o suplício do corpo, com o descarte das penas corporais (morte, decapitação de membros) e sacrifícios físicos (açoites, apedrejamento e outros), para introduzir o suplício da alma. Esta transformação não se deu por piedade, mas pela necessidade da força de trabalho de corpos não mutilados e que poderiam perfeitamente ser úteis (utilitarismo), sobretudo com organização e definição dos limites dos territórios nacionais.


Estes ideários não coincidem exatamente com o advento do capitalismo e do vigor da revolução industrial, tudo isso há pouco mais de 2 séculos, mas são decorrentes deles.


Estabelecidos estes modos político e econômico, encontramo-nos agora diante de um novo passo. Não precisamos mais preservar corpos inoperantes, improdutivos, verdadeiros estorvos numa economia que se quer dinâmica, em que o ente humano não é a premissa principal. A preservação dos corpos destes "indivíduos indesejáveis" ao atual modelo de produção já não seria necessária, sobretudo porque constituem apenas encargos frente a um Estado que se propõe ser mínimo e não intervencionista. Porém, vimo-nos atualmente acossados pela consciência dos mandos humanistas que justificaram no passado a mudança de paradigma. Embora estes indivíduos sejam "elementos descartáveis" e sem valor diante deste modelo econômico globalizador, de enormes avanços tecnológicos, e que pouca (ou nenhuma) serventia reserva às pessoas desqualificadas, não se pode simplesmente destruí-los fisicamente, mesmo que o abandono e a repulsa social sejam fatos escancarados e ainda que liberta nossa consciência.


Diante desta nova realidade, mantemos a alma dos rejeitados sobre dominação, mas acrescentamos também o domínio da moral. Exigimos do indivíduo um padrão de conduta – e não precisa estar criminalizada – uniforme, desrespeitando o pluralismo e as opções pessoais. O indivíduo já não é punido pelo que faz, mas pelo que é, desde que a sua forma de ser não corresponda àquela engendrada por quem faz as escolhas.


E se isso não bastar, o direito penal está aí para bem servir. A cada dia é instrumento que se agiganta, servindo para separação das "pessoas de bem" (melhor, "de bens"), num ato maniqueísta que exige para sua conformação a previsão da existência de "pessoas do mal" (melhor, "sem bens"). Trata-se velhas concepções, veladas, que se perpetuam desde a instituição da pena de prisão como ferramenta útil ao Estado. É a forma de dominação sem culpa, diante de um pacto social firmado por alguns que se disseram representante de todos e de todas as gerações (passadas e futuras), porque para todos os efeitos a responsabilidade pela na adaptação ao modelo social é exclusiva do infrator.


Só que isto onera, sobretudo nos dias atuais em que o sistema punitivo se expande avassaladoramente. O Estado mínimo não pode lançar mão de seus recursos com aqueles que não servem ao padrão de desenvolvimento econômico. É necessário controlar mais e mais eficazmente, conquanto com menor custo.


Nisso, o método de controle pela tornozeleira é um novo grande achado, porque, ao tempo em que pode ampliar a possibilidade deste controle, com o argumento de asseguramento de dignidade ao indivíduo, tem-se a perspectiva de redução de custos. Tudo não passa da simples difusão de seu uso, tornando o sistema paulatinamente mais barato e, porquanto, mas factível ao sistema penal, sempre carente de recursos.


Não existem olhares puros quando a retina espelha cifrões e poder. É necessário atentar para o fato de que tudo pode ser apenas mais um passo de um projeto mais audacioso. Acostumamos fácil com a tecnologia, e seus avanços, não nos importando com os objetivos sublineares e seus efeitos. O que aparentemente é algo auspicioso, logo logo traduzirá no novelo que envolverá a todos com a maior naturalidade, introduzindo chips subcutâneos (estes sim, imperceptíveis), e por isso com a possibilidade de maior ampliação. Talvez caminhemos, num futuro não tão longínquo, para imposição de chips em todo ser humano nascido com vida, no qual se constarão todos os dados de sua identificação, que sequer o identificado saberá. Este mesmo acervo mnemônico servira para registro das ocorrências policiais, dos desvios de conduta, do descumprimento dos preceitos morais, para localização do inadimplente e de seus bens, para controle de migração, registro de pontos no local de trabalho, etc.


Eventuais antecedentes criminais e todo proceder contrário ao repertório de restrições, com os elementos subjetivos sobre o indivíduo (legítimo direito penal do autor) serão anotados mesmo a distância, bastando que as centrais de controle atualizem os dados que serão automaticamente registrados on line no chips do usuário, sem que sequer tome conhecimento desta atualização. Caso deseje sair de sua situação, devera dirigir-se a tais centrais para obter uma folha corrida (após pagar as devidas taxas, porque o modelo também visará, óbvio, lucratividade), ou, por senha (desde que se tenha assinatura mensal, com débito direto no cartão de crédito, ou no seu chip), acessar seu acervo na internet.


Alguns, com senhas especiais, terão autorização para bisbilhotar todo e qualquer indivíduo, seja para montagem de dossiês, para vazamento para a imprensa (com as regras de sempre de preservação da fonte e direito a informação), ou, mesmo quando sem autorização, nas velhas praticas da arapongagem, com triagens não autorizadas, até que, por algum motivo, sejam validadas.


Nos locais de acesso público, o indivíduo passará por leitores magnéticos e ópticos que farão o reconhecimento e o encaminhará, conforme sua classificação, como já se faz nas grandes propriedades rurais de criação de animais rastreados, para os espaços sociais que lhe são reservados. A simples tentativa de invasão de espaço que não é seu acionará alarmes, na velocidade necessária para interceptar a tempo o invasor.


É este o futuro que nos aguarda. Uma incidência cada vez mais acentuada das regras punitivas e de controle social, com ganhos aos grandes conglomerados tecnológicos internacionais que os confabularão e explorarão, vendendo informações no mercado clandestino e vigiando diuturnamente todos nós.


Quem serão os controladores de todo este sistema e mecanismo? Os de sempre, com toda certeza. Os donos do poder econômico, que têm à sua frente, como testa de ferro, o poder político.


Nota de repudio a Tv Globo

Presidente da ABRAGUARDAS despacha oficio de repudio a Rede Globo.




Registro Online de Violência Escolar (ROVE)

Canoas, Segurança levada a sério, população satisfeita.






ROVE: Escolas já utilizam ferramenta para ações contra violência


Com a implantação do Registro Online de Violência Escolar (ROVE), no início do ano letivo de 2011, Canoas se torna a cidade pioneira em conhecer, de fato, os tipos de violência que ocorrem nas escolas pertencentes à rede do município. De acordo com os especialistas da Secretaria de Segurança Pública e Cidadania, o diagnóstico de três meses já está sendo utilizado para a elaboração dos planos de ação contra a violência das 20 escolas que possuem CIPAVEs (Comissões Internas de Prevenção a Violência Escolar).


As escolas Nelson Paim Terra, Guajuviras, Paulo VI, João Paulo I e Nancy Pansera são uma das instituições que estão utilizando o ROVE em reuniões de CIPAVES e estão embasando as decisões de projetos.


Ainda é destaque o trabalho da Ronda Escolar, realizado pela Guarda Municipal, sendo a instituição mais acionada pela comunidade escolar, em caso de ocorrência, depois das famílias e responsáveis dos alunos.


O Teatro de Fantoches da Guarda também é uma das formas como o município está trabalhando para prevenir a violência. As apresentações repassam informações de forma divertida para os edstudantes. No primeiro semestre deste ano 5100 pessoas assistiram ao teatro, superando todo o período do ano passado que foram de 4307 expectadores. A meta é chegar a 10 mil.


Diagnóstico de três meses:


- 233 ROVEs, média de 2,5 por dia


- Os bairros com o maior número registros: Guajuviras (27,5%), Harmonia (24,9%), Rio Branco (11,6%) e Estância Velha (11,6%);


- 602 alunos já estiveram envolvidos em situações de violência nas escolas;


- 82,9% dos alunos envolvidos estudam nas série finais do ensino fundamental (de 5ª a 8ª série);


- A 6ª série concentra o maior número de alunos, com 42,9% das ocorrências;


- A maioria das situações é de agressão física (52,4%), agressão verbal (32,6%), ameaça (30,9%) e bullying (13,7%);


- Em 35% das situações a Guarda Municipal foi acionada, sendo o órgão que recebeu o maior número de encaminhamentos;


- É significativa a presença de meninas nas situações de violências


Fonte: Observatório de Segurança Pública de Canoas
Taís Dal Ri

Daiana Vieira Costa
Prefeitura Municipal de Canoas
Secretaria Municipal Segurança Pública e Cidadania
Diretoria da Guarda Municipal
Coordenadora de Formação e Valorização
Humaitá, n.º 1130 - Bairro Marechal Rondon - CEP 92.025-340
Fone: (51) 3478-7031 / 3428-6406 / 3428-6407

sábado, 2 de julho de 2011

Não riam, pois a coisa é seria!!! se concordar divulgue!!

Será que temos que fazer isso também em nossa cidade?



Se concordarem divulguem e façam igual!!!!




As eleições estão se aproximando, já temos candidatos a candidato, vai começar tudo de novo.


Não venda seu voto e tão pouco se venda, pois as coisas podem ficar pior, eis um desabafo da população de  Jaraguá - Santa Catarina.


Eles ainda não confeccionaram o outdoor da Segurança Publica, fiquem atentos, voltaremos..........................


O outdoor colocado na rua Olívio Domingos Brugnago, no bairro Vila Nova, em Jaraguá, demonstra a indignação sobre a proposta de aumento do número de vereadores na Câmara.

Na Ilha da Figueira, bairro de Jaraguá do Sul, foi colocado o outdoor abaixo:
E finalmente...

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 13.022, DE 8 ...