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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Rivalidade da PM de SP com GCM já dura mais de cinco décadas!

Conheça a dramática história do Guarda Civil Mauro,
uma luta com mais de 50 anos.


Sônia Brasil, hoje com 64 anos, nega ter sido assediada pelo guarda.
 
FAMÍLIA VAI RECORRER CONTRA CONDENAÇÃO DE EX-GUARDA !!! 


Advogado vai pedir revisão da sentença a ex-policial, em 1959, por ato obsceno



Mauro Queiroz foi condenado por se esfregar em menina dentro de ônibus, mas a vítima, hoje com 64 anos, afirma que ele é inocente.




ROGÉRIO PAGNAN DA REPORTAGEM LOCAL


A família do ex-guarda Mauro Henrique Queiroz recorrerá aos dois tribunais superiores em Brasília (STJ e STF) para tentar provar sua inocência. Queiroz, que morreu em 1998, foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por um crime que a própria vítima diz que ele não cometeu. A ação é movida pela viúva e pelos dois filhos do casal. Segundo o advogado Álvaro Nunes Júnior, defensor da família, o recurso ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) pedirá a absolvição do réu porque tem como testemunha a própria vítima. Ao STF (Supremo Tribunal Federal), pedirá a manutenção do acórdão publicado anteriormente, que declarava a inocência de Mauro, mas foi modificado pelo TJ.



Para o advogado Ives Gandra Martins, um dos principais constitucionalistas do país, a família tem grandes chances de sair vitoriosa em Brasília porque trata-se de um evidente caso de erro judicial. "Para mim, sem analisar o mérito, no momento em que a vítima confessa que ele não cometeu crime nenhum, houve um erro judicial que terá de ser corrigido. O acórdão de 2008 corrigia esse erro", disse o advogado. O acórdão mencionado por Martins foi publicado em março de 2008 e declarava a inocência do ex-policial. O documento estava, porém, errado. Em sessão realizada na quinta, a pedido do desembargador Damião Cogan, a 3ª Câmara aprovou a mudança do documento.


Cogan pediu a mudança após ver reportagem da Folha no dia 1º sobre a luta da família Queiroz em recuperar a honra do ex-guarda Mauro. Até o final da tarde de sexta-feira, o Tribunal de Justiça não sabia informar qual a justificativa dos desembargadores para negar a inocência do ex-policial. "Essa questão só poderá ter resposta quando da publicação do acórdão", diz mensagem enviada pelo tribunal. O documento deve ser publicado em dez dias.


Luta Mauro foi condenado em julho de 1959 porque, para o TJ paulista, em 22 de janeiro de 1957 ele tirou o pênis dentro de um ônibus lotado e esfregou o membro no braço de uma menina de 11 anos. Ele estava em pé e a menina sentada.


Na época, ele pertencia à extinta Guarda Civil de São Paulo. Dentro do ônibus estavam ainda outros seis policiais da rival Força Pública. Nenhum desses, nem mesmo os dois que estavam ao seu lado e que o prenderam, disseram ter visto o fato. A condenação foi baseada numa testemunha, Mário Marcelo, e numa declaração atribuída à vítima, Sônia Brasil. A condenação foi, porém, imposta pelo TJ (que não tiveram acesso às testemunhas), com voto do relator desembargador Humberto Nova. O juiz de primeira instância, João Estevam de Siqueira Júnior, o absolveu, no início de 1959, "sob pena de praticar grave erro judiciário".


Mauro tinha 29 anos, estava casado havia pouco mais de um ano, tinha um filho de nove meses e uma carreira policial de nove anos cheia de elogios. Prestava serviços no Palácio da Justiça, na região central. "Embora portador de bons antecedentes, o acusado deixou entrever de má formação de caráter e o crime se deu em circunstâncias particularmente graves e dispunha até de idoneidade para corromper", diz trecho da sentença de seis anos de prisão, convertidos em liberdade vigiada de dois anos.


Meses antes de morrer, vítima de câncer, Mauro contou ao filho Amauri essa sua situação de condenado, um segredo guardado havia quase 40 anos, e ganhou ali um aliado na busca de sua inocência. Apenas sete anos depois da morte de Mauro, a família conseguiu encontrar Sônia que disse tudo foi uma armação. "Mauro é inocente", repetiu ela à Justiça. Tudo não passou, segundo ela, de uma farsa que teve a participação da sua avó, que acompanhava. "Minha avó deve estar no inferno", afirmou Sônia à Folha, hoje aos 64 anos.


Além do testemunho da vítima, o TJ desprezou o parecer do procurador Júlio César de Toledo Piza, do Ministério Público (que em tese deveria pedir a condenação do réu), que em oito folhas descreve a dinâmica do suposto crime, analisar os testemunhos e se manifesta pela absolvição do réu. "Não por insuficiência de provas, como as provas da época permitiram ao juízo monocrático, mas por estar provada a inexistência de fato, [...], permitindo também que a família de Mauro tenha orgulho do falecido marido e pai", finaliza.


Fonte: Folha de S. Paulo

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Até GCM ajuda no serviço funerário.

Somos de precisão, não importa a missão.




 


Por: CAIO DO VALLE


A Prefeitura de São Paulo acionou até a Guarda Civil Metropolitana (GCM) para tentar manter o Serviço Funerário ativo nesta terça-feira – dia em que os funcionários da categoria entraram em greve –, mas não conseguiu evitar que enterros deixassem de ocorrer. O JT identificou quatro famílias que não conseguiram sepultar seus parentes – a maioria das mortes ocorreu na segunda-feira. No início da noite de nesta terça-feira, o sindicato da categoria informou que retornaria ao serviço às 6 horas desta quarta-feira.


Segundo apurou a reportagem, como os motoristas do serviço aderiram à paralisação, a GCM teria ajudado no traslado de alguns corpos até cemitérios. Outros servidores da própria Secretaria Municipal dos Serviços, como seguranças, trabalharam guiando parte dos carros funerários. Funcionários das Secretarias da Saúde e da Coordenação das Subprefeituras, além da Defesa Civil da cidade, também foram chamados.


A longa espera e a falta de informações sobre a data do enterro levaram a um sentimento de revolta e dor nos cemitérios e no Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), em Pinheiros, zona oeste, para onde são levados corpos de pessoas que tiveram morte natural.


Esperando desde a madrugada de antenesta terça-feira por uma definição sobre quando o corpo de sua mãe seria encaminhado para o Cemitério Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte, a diarista Maria Regina de Souza, de 57 anos, se automedicava às 15h com uma cartela de pílulas antidepressivas no banco de espera do local. “Já tomei 15 comprimidos. Não aguento mais. Minha mãe morreu faz quase dois dias e ainda não sei se vou conseguir enterrá-la nesta quarta-feira (ontem).”


O caso da balconista Luzinete Pinheiro dos Santos, de 47 anos, era parecido. Sua tia morreu às 8h30 de segunda-feira, mas a Prefeitura a informou ontem que o horário da liberação do corpo para o velório no Cemitério São Pedro, na Vila Alpina, na zona leste, só seria divulgado nesta quarta-feira. “Pediram para eu ligar lá a partir das 7h.”


Por volta das 19h de ontem, a auxiliar de limpeza Maria Lucineide dos Santos, de 33 anos, também continuava sem saber quando o corpo do cunhado, morto na segunda-feira à noite, seria transferido para o Cemitério Vila Nova Cachoeirinha. No mesmo horário, a cabeleireira Katia Vieira, de 38, não tinha ideia de quando o corpo de sua tia iria para o Cemitério Vila Formosa, na zona leste.


Improviso


Nos cemitérios municipais, onde os sepultadores não trabalharam ontem, os enterros foram feitos por funcionários que não estão habituados ao serviço, como faxineiros e jardineiros. A reportagem viu, às 16h, um sepultamento no Cemitério do Araçá, na zona oeste, ser auxiliado por funcionários terceirizados da limpeza.


No maior cemitério da cidade, o Vila Formosa, onde, durante um protesto de manhã, coveiros entraram nas valas, os 18 sepultamentos programados para o dia foram feitos por equipes da limpeza, informou um funcionário.


Em nota, a Secretaria Municipal dos Serviços informou que “colocou em funcionamento uma operação emergencial” para garantir o atendimento. A Prefeitura afirmou que “considera inadmissível a paralisação dos servidores” e que “não é aceitável que o cidadão (…) seja penalizado por uma paralisação extemporânea e injustificada”.


Colaborou Fabiano Nunes

Deputado José Stédile (PSB/RS) quer base aérea na Copa de 2014

Ideia é aproveitar estruturas do Ministério da Defesa que servem de base à Força Aérea e ao Comando da Aeronáutica 
na Copa do Mundo de Futebol de 2014.


O deputado federal José Stédile (PSB-RS) vai pedir uma audiência pública para discutir a possibilidade de usar as bases aéreas da Aeronáutica para receber voos fretados na Copa do Mundo de Futebol de 2014. Segundo o parlamentar, as 16 bases estão aptas para isso, mas falta estrutura para receber os passageiros. O assunto não deverá ser trivial, pois a Aeronáutica já indicou que não gostaria de ver a Infraero administrando suas bases mesmo que apenas durante o evento esportivo.


"As bases ficam muito próximas dos aeroportos. Não vejo nenhum motivo para não aproveitarmos a estrutura. Seria necessário construir pouca coisa, já que elas já contam com pistas, torres de controle, estradas de acesso", disse Stédile, que preside a Subcomissão Permanente para Discutir os Investimentos nos Aeroportos Brasileiros da Câmara dos Deputados.


Devem participar da consulta pública a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Infraero, a Secretaria de Aviação Civil (SAC), a Receita Federal e a Polícia Federal.


Essa proposta começou a ser discutida no ano passado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e representantes de órgãos federais ligados à aviação, mas o tema não avançou. Agora Stédile acredita que as autoridades do Comando da Aeronáutica estão mais sensíveis as necessidades que o evento trará ao País e por isso mais flexíveis ao diálogo que viabilize tal utilização.


“Em muitos locais as pistas são de uso comum com os aeroportos comerciais administrados pela Infraero, mas existem casos como nas cidades gaúchas de Canoas e Santa Maria que são totalmente independentes. Para utilizar estas bases, seria preciso construir os terminais de passageiros, mais barato e mais rápido do que fazer novas pistas ou novos aeroportos” declarou o deputado.


Por: LUCIANO RAMOS – assessoria de imprensa – (061) 3215.5354 ou 8481.5270.

I Fórum de prevenção ao uso de álcool e drogas, em Canoas - RS

I Fórum de prevenção ao uso indevido de 

álcool e outras drogas.


Projeto de Lei 1332 de 2003.

Reunião discute atribuições da Guarda Municipal.


Redação





Reunião realizada no Plenarinho da Assembléia Legislativa discutiu as atribuições das guardas municipais de todo o Brasil. O Projeto de Lei 1332 de 2003, que trata sobre as atribuições e competências das Guardas Municipais do País, estão a oito anos parado no Congresso. Segundo o deputado Fernando Francischini, relator do projeto, a intenção é criar um texto legal para regulamentar o parágrafo oitavo do artigo 144 da Constituição Federal, que trata da atividade da Guarda Municipal em todo o território nacional. 



Para Francischini, a o debate serviu para diminuir as divergências entre os segmentos da segurança pública e entre as Guardas de todo o país. “Hoje, cada estado tem uma legislação para a Guarda Municipal, e o objetivo é unificar e criar uma lei única para o país”.



Pontos



Os principais pontos de interesse e divergência do projeto são os dos guardas municipais passarem a agentes da autoridade policial, aptos a policiar os municípios em questões de menor ofensividade. O que para o deputado traria benefícios para as polícias militares, que passariam a atender ocorrências de maior gravidade.

Projeto para mudar a função das GM's do Brasil.



Poder de Policia. Projeto quer ampliar a função dos Guardas Municipais.





Novo PL do Bolsa Formação.

Trabalho estende bolsa-formação a
Guardas Civis e Agentes de Trânsito.






 


A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou, na quarta-feira (8), o Projeto de Lei 7410/10, do deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), que estende aos guardas civis municipais e aos agentes de trânsito o direito à bolsa-formação. Instituído pela Lei 11.530/07, o benefício hoje corresponde a R$ 443.


Pela Lei que criou o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), atualmente têm direito à bolsa-formação policiais militares e civis, bombeiros, agentes penitenciários e carcerários e peritos.


Para receber o benefício os interessados têm de cumprir as seguintes exigências:


- frequentar pelo menos um dos cursos oferecidos ou reconhecidos pelos órgãos do Ministério da Justiça a cada 12 meses;


- não ter cometido infração administrativa grave nem sido condenado por isso, ou não ter condenação penal nos últimos cinco anos;


- não receber remuneração bruta mensal superior a R$ 1.700.


Justiça



Para o relator, deputado Roberto Santiago (PV-SP), inserir agentes de trânsito e guardas municipais no rol dos beneficiários da bolsa-formação é uma medida “justa e necessária”.



O parlamentar argumenta que esses profissionais desempenham atividades intimamente ligadas à segurança pública e ficam sujeitos a riscos semelhantes àqueles a que estão expostos os demais profissionais da área.


Tramitação



O projeto segue para análise conclusiva das comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.



Agência Câmara.

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 13.022, DE 8 ...